Setor automotivo tem recorde e prevê investimentos

As vendas de veículos novos no Brasilcaíram em janeiro pelo período de férias, mas a produçãoaumentou e recuperou-se da queda de dezembro motivada porparadas técnicas do setor. Apesar do recuo das vendas em geral, tanto acomercialização interna como a produção tiveram o melhorjaneiro da série histórica da Associação Nacional dosFabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os dados, divulgados nesta segunda-feira, mostram acontinuidade do forte crescimento da indústria automotiva nosúltimos dois anos, abrindo espaço para mais investimentos deaumento da capacidade. "Mês a mês o mercado tem se fortalecido... Entramos em umanova base de mercado", disse Jackson Schneider, presidente daAnfavea. Mais uma vez ele descartou que possa haver problemas deoferta, enquanto o setor vem operando perto da capacidadeinstalada de 3,5 milhões de unidades. Schneider citouinvestimentos recentes da Fiat, Peugeot Citroen e VolkswagenCaminhões e Ônibus. "Não vai faltar carro. Já está havendo aumento dacapacidade e mais planos de investimento. O mercado seráatendido", sustentou. A entidade pretende divulgar em março um estudo com o novopatamar de capacidade da indústria, baseado nos últimosinvestimentos feitos. A Anfavea informou que as vendas de veículos no país caíram11,3 por cento em janeiro ante dezembro. Mas frente ao mesmomês do ano passado as vendas saltaram 40,6 por cento, atingindo215 mil unidades. A produção aumentou 15,5 por cento mês a mês e 24,2 porcento na comparação anual, para 254,9 mil unidades. "Em janeiro tem férias escolares, tem férias detrabalhadores (dentro e fora do setor), muita gente vai para apraia, então o mercado cai um pouco em vendas. Isso é normal",explicou o presidente. "Já a produção está se recuperando de dezembro, quando caiuporque houve férias coletivas do setor e paradas paramanutenção, como costuma ocorrer no fim do ano." Schneider manteve as previsões para o ano, de 2,895 milhõesde unidades vendidas no mercado interno --alta de 17,5 porcento sobre 2007-- e produção de 3,240 milhões de veículos--aumento de 8,9 por cento. Ambos os números marcariam novorecorde do setor. EMPREGO EM ALTA Segundo ele, os mesmos motivos que vinham estimulando osetor em 2007 impulsionaram o mercado em janeiro e devem servirde motor para todo o ano: crédito em crescimento, emprego erenda melhorando e inadimplência baixa, que abre espaço paraprazos maiores de financiamento. O nível de emprego no setor aumentou 1,0 por cento emjaneiro ante dezembro e 13,7 por cento em relação a janeiro doano passado, para 121.523 postos de trabalho. O dado vemcrescendo desde setembro de 2006. O único dado que não se mostra tão favorável é o de vendasexternas, em razão da desvalorização do dólar. Em janeiro, as exportações de veículos e máquinas agrícolasem valor totalizaram 1 bilhão de dólares, queda de 17,4 porcento sobre dezembro, mas alta de 26,8 por cento na comparaçãocom o mesmo mês de 2007. Em volume, as vendas externas de veículos declinaram 5,3por cento mês a mês e subiram 7,7 por cento na comparaçãoanual, para 53 mil unidades. (Edição de Daniela Machado) Por Vanessa Stelzer SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de veículos novos no Brasilcaíram em janeiro pelo período de férias, mas a produçãoaumentou e recuperou-se da queda de dezembro motivada porparadas técnicas do setor. Apesar do recuo das vendas em geral, tanto acomercialização interna como a produção tiveram o melhorjaneiro da série histórica da Associação Nacional dosFabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os dados, divulgados nesta segunda-feira, mostram acontinuidade do forte crescimento da indústria automotiva nosúltimos dois anos, abrindo espaço para mais investimentos deaumento da capacidade. "Mês a mês o mercado tem se fortalecido... Entramos em umanova base de mercado", disse Jackson Schneider, presidente daAnfavea. Mais uma vez ele descartou que possa haver problemas deoferta, enquanto o setor vem operando perto da capacidadeinstalada de 3,5 milhões de unidades. Schneider citouinvestimentos recentes da Fiat, Peugeot Citroen e VolkswagenCaminhões e Ônibus. "Não vai faltar carro. Já está havendo aumento dacapacidade e mais planos de investimento. O mercado seráatendido", sustentou. A entidade pretende divulgar em março um estudo com o novopatamar de capacidade da indústria, baseado nos últimosinvestimentos feitos. A Anfavea informou que as vendas de veículos no país caíram11,3 por cento em janeiro ante dezembro. Mas frente ao mesmomês do ano passado as vendas saltaram 40,6 por cento, atingindo215 mil unidades. A produção aumentou 15,5 por cento mês a mês e 24,2 porcento na comparação anual, para 254,9 mil unidades. "Em janeiro tem férias escolares, tem férias detrabalhadores (dentro e fora do setor), muita gente vai para apraia, então o mercado cai um pouco em vendas. Isso é normal",explicou o presidente. "Já a produção está se recuperando de dezembro, quando caiuporque houve férias coletivas do setor e paradas paramanutenção, como costuma ocorrer no fim do ano." Schneider manteve as previsões para o ano, de 2,895 milhõesde unidades vendidas no mercado interno --alta de 17,5 porcento sobre 2007-- e produção de 3,240 milhões de veículos--aumento de 8,9 por cento. Ambos os números marcariam novorecorde do setor. EMPREGO EM ALTA Segundo ele, os mesmos motivos que vinham estimulando osetor em 2007 impulsionaram o mercado em janeiro e devem servirde motor para todo o ano: crédito em crescimento, emprego erenda melhorando e inadimplência baixa, que abre espaço paraprazos maiores de financiamento. O nível de emprego no setor aumentou 1,0 por cento emjaneiro ante dezembro e 13,7 por cento em relação a janeiro doano passado, para 121.523 postos de trabalho. O dado vemcrescendo desde setembro de 2006. O único dado que não se mostra tão favorável é o de vendasexternas, em razão da desvalorização do dólar. Em janeiro, as exportações de veículos e máquinas agrícolasem valor totalizaram 1 bilhão de dólares, queda de 17,4 porcento sobre dezembro, mas alta de 26,8 por cento na comparaçãocom o mesmo mês de 2007. Em volume, as vendas externas de veículos declinaram 5,3por cento mês a mês e subiram 7,7 por cento na comparaçãoanual, para 53 mil unidades. (Edição de Daniela Machado)

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