Setor cultural paga um dos salários mais altos, diz IBGE

Na comparação com todas as outras atividades econômicas, os trabalhadores do setor cultural são mais jovens, mais escolarizados, há mais presença de brancos e os salários são maiores, principalmente no setor privado. Em 2012, o salário médio dos empregados em atividades culturais era de R$ 1.553 mensais, 6% maior do que o salário médio de todos os trabalhadores do País, de R$ 1.460 mensais. Os números foram revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

18 de outubro de 2013 | 11h14

Quando se considera apenas o setor privado, a diferença era ainda maior, na comparação de dados referentes a 2010. Os empregados em atividades culturais ganharam R$ 2.144, 30% a mais que os R$ 1.650 mensais do total de trabalhadores do setor privado.

Ao contrário do total das atividades econômicas, há mais brancos do que negros e pardos empregados no setor cultural. Os homens são maioria no setor cultural (53% dos trabalhadores em cultura são do sexo masculino), mas não tanto quanto na economia total (57,6% dos trabalhadores em todos os setores são homens).

A presença de pessoas de nível superior entre os trabalhadores da cultura é bem maior que no total das atividades econômicas. Na cultura, 20,8% dos empregados têm curso superior completo, proporção que cai para 14% entre o total de trabalhadores como um todo.

O Sudeste tem 4,5% do total de trabalhadores atuando no setor cultural - a maior proporção entre as regiões, seguido pelo Sul (3,9%). A menor proporção é no Norte, com 2,7%. Entre sete Estados comparados no estudo, São Paulo tem o maior peso de pessoas trabalhando em cultura (5,1% do total de trabalhadores). Bahia tem o menor (2,6%).

Paraná e Minas Gerais são os únicos Estados em que as mulheres trabalhando em cultura superam os homens. No Paraná, 50,8% dos trabalhadores em cultura são do sexo feminino. Em Minas Gerais, 50,1%. Na Bahia, está a menor proporção: 40,4%.

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