Setor da construção aprova medidas do governo

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, afirmou que as medidas adotadas hoje pelo governo para incentivar o mercado imobiliário devem contribuir para ajudar o setor. Ele evitou se aprofundar na avaliação, antes de examinar atentamente as medidas. A decisão do governo de forçar os bancos a colocarem mais dinheiro no financiamento habitacional era um dos maiores pleitos do setor. Na avaliação do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as medidas darão resultado prático apenas a partir do segundo semestre do ano. Os dados da entidade mostram que já houve queda de consumo em janeiro e a performance de fevereiro não deverá ser muito diferente. Para os construtores, as medidas ajudam, mas são insuficientes para dar impulso necessário ao setor. ?Qualquer medida que se tome hoje tem uma defasagem até se transformar em consumo efetivo?, disse o secretário-executivo do (SNIC), José Otávio Caravalho. A entidade estima que o consumo deste ano deverá ser igual ou no máximo 2% superior ao do ano passado. Em janeiro, a queda foi de 4%. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann, as medidas tendem a incentivar o mercado imobiliário, mas não bastam para impulsionar de forma consistente o setor. ?Acontece que ficar só nisso não vai adiantar nada?, afirmou. Ele defende que é preciso obrigar os bancos a cumprirem a lei que criou o Sistema Financeira de Habitação (SFH) e define que parte dos depósitos sejam aplicados em financiamentos imobiliários. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) disse que não vai se pronunciar sobre o projeto. "É muito cedo para dizermos se faz sentido integralmente ou não", afirmou o vice-presidente do SindusCon, Eduardo Zaidan.

Agencia Estado,

01 Março 2004 | 19h34

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