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Setor da construção foi do paraíso ao inferno em três anos, diz presidente do Secovi

Flavio Amary afirmou, em participação no Summit Imobiliário Brasil 2016, que o lançamento de novas moradias diminuiu 37% em 2015 em relação ao ano anterior, sendo que em 16 regiões pesquisadas, a queda foi de 24%

Cynthia Decloedt e Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2016 | 12h16

SÃO PAULO - O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, descreveu a trajetória do setor imobiliário nos últimos três anos como "do paraíso ao inferno", citando shoppings com lojas vazias, lajes corporativas ociosas e locação comercial ou residencial em queda. Amary afirmou que o lançamento de novas moradias diminuiu 37% em 2015 em relação ao ano anterior, sendo que em 16 regiões pesquisadas, a queda foi de 24%.    

Diante desse quadro, o dirigente defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff.  No evento Summit Imobiliário Brasil 2016, que acontece em São Paulo, organizado em parceria do Estadão com o Secovi, o presidente do sindicato afirmou haver razões concretas para formalizar o impeachment, citando a argumentação do jurista Ives Gandra da Silva Martins. Mas destacou que o impedimento da presidente, por si, não "fará qualquer milagre; apenas abrirá as portas", disse, observando que exigirá "pacificação e a coalização dos partidos em prol de um projeto comum de nação".    

Na opinião de Amary, a crise política deu origem à pior crise econômica das últimas décadas. "Se a razão desse quadro caótico é política, a solução tem de começar na política". Nesse sentido, ele remeteu atenções para o próximo dia 17, quando haverá a votação na Câmara do processo de impeachment.

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