Setor de aluguéis dá sinais de reaquecimento

Números do Sindicato das Empresas de Imóveis Comercias e Residenciais de São Paulo (Secovi-SP) indicam sinais de reaquecimento do setor de aluguéis em São Paulo. Nos meses de dezembro de 2000 e janeiro de 2001, o valor dos imóveis em locação cresceu 2,8% e 2,9%, respectivamente. Os preços de aluguéis fecharam com queda de 2,6% em relação a 1999. Portanto, somente o primeiro mês de 2001 recuperou toda a desvalorização registrada no último ano.As companhias imobiliárias estão otimistas para os negócios em 2001. Pesquisa do Secovi indica que cerca de dois terços das empresas apostam que a procura por casas deve crescer consideravelmente em 2001; esse índice é de 40% para o setor de apartamentos. "Enfim, todo o mercado espera um ano ainda melhor", conclui o vice-presidente do Sindicato, Sergio Lembi.O diretor da área locação do Secovi, Aimoré Freitas, afirma que é equivocada a impressão de que existem muitos imóveis para locação na cidade. "Essa enorme quantidade de placas de imóveis em São Paulo pode enganar o público. Mais da metade das construções residenciais da capital que esperam inquilinos não tem boas condições de moradia". Essa situação, segundo ele, é mais grave na região central da cidade. Depois da implantação do Plano Real, as sucessivas crises que abalaram a economia brasileira acabaram reduzindo a procura por aluguéis e o valor dos imóveis. "A década de 90 foi uma década perdida para o setor", lamenta o presidente do Secovi, Romeu Chap Chap. De acordo com o dirigente, nos últimos dez anos o mercado imobiliário apresentou crescimento menor do que o registrado na década de 80. O Índice de Velocidade de Vendas - o ritmo de vendas de imóveis em relação à oferta de unidades - caiu bastante nos últimos dez anos: "nossa média histórica era de 11% na 12% ao mês, e fechamos os anos 90 com pouco mais de 8%". Pelo menos na opinião das empresas do setor, essa realidade mudará na primeira década do novo século.

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