Paulo Whitaker/Reuters
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Setor de aluguel de veículos projeta crescimento de frota em 2018

Mercado encerrou 2016 com frota de 660 mil veículos e tem expectativa de alcançar cerca de 1 milhão até o final de 2018

Reuters

14 Setembro 2017 | 19h59

A indústria de locação de veículos está projetando crescimento de dois dígitos na frota neste ano e em 2018, impulsionada por uma retomada de negócios de clientes corporativos e também por fatores como expansão dos aplicativos de transporte urbano.

O setor encerrou 2016 com frota de 660 mil veículos e tem expectativa de alcançar um patamar de cerca de 1 milhão até o final de 2018, disse nesta quinta-feira, 14, o presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), Paulo Nemer, em evento da entidade.

Segundo ele, o cenário de queda de juros, aliado ao interesse de montadoras de veículos em acelerar vendas em um momento de início de recuperação do setor automotivo, está facilitando as negociações de frota das locadoras.

“O setor (de aluguel de veículos) vem de um encolhimento em 2015 e 2016...2017 estamos crescendo e a tendência deve continuar em 2018”, disse Nemer.

A entidade calcula que o setor ampliou neste ano sua importância sobre as vendas das montadoras de veículos do país. Segundo levantamento da Abla, as locadoras emplacaram 185.342 automóveis e comerciais leves de janeiro ao final de agosto, uma participação de 13,5% no total licenciado no Brasil no período, ante fatia de 10,9% um ano antes.

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O volume de compras das locadoras no acumulado do ano até agosto representa 85% dos 217.848 automóveis e comerciais leves comprados pelo setor no ano de 2016 inteiro, cujas maiores empresas são Localiza, Unidas e Movida em todo o ano de 2016.

Nemer afirmou que as compras de automóveis pelas locadoras devem acelerar no segundo semestre ante a primeira metade do ano, conforme as empresas renovam suas frotas para evitar maiores níveis de depreciação e a economia segue avançando, com clientes corporativos retomam contratos de locação.

“O setor de óleo e gás está voltando, apoiado na melhora dos preços do petróleo, grandes obras estão recomeçando. Acredito que ano que vem vai ser um ano melhor”, disse o presidente da Abla. Ele, porém, descartou que as eleições do próximo ano possam ser um fator de impulso significativo para o setor. “São apenas alguns meses, vão ser demandas pontuais.”

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