Setor de autopeças mudanças na lei de cobertura cambial

As 40 maiores empresas do setor de autopeças pediram hoje ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mudanças na lei de cobertura cambial. Os empresários querem o fim desta lei, que obriga as empresas exportadoras a venderem no mercado doméstico os dólares ganhos das vendas ao exterior em até 210 dias após o embarque.No encontro de hoje, os empresários pediram que, ao menos, seja revogada essa medida para operações de comércio exterior (de todos os setores da economia) acima de US$ 20 milhões. Embora haja um projeto em tramitação no Congresso, os empresários sugeriram que o governo edite uma Medida Provisória com a alteração."O presidente Meirelles disse que é inteiramente a favor da mudança", afirmou o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, que promoveu uma reunião dos empresários do setor com Meirelles.Em fevereiro, o Sindipeças apresentou a mesma reivindicação ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que também concordou com a mudança, segundo Butori. Indagado sobre o porquê da proposta não ser adotada, Butori não soube responder.Preocupação com PalocciO ex-presidente do Sindipeças e atual presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Claudio Vaz, que também participou da reunião-almoço, disse que os empresários discutiram as taxas de câmbio e de juros com Meirelles, numa perspectiva de médio e longo prazo.Tanto Butori como Vaz negaram que a eventual saída de Palocci tenha sido discutida. "Não houve nada especulativo em relação a Palocci", afirmou Butori.Os dois empresários, entretanto, admitiram que a saída de Palocci preocupa. "O ministro da Fazenda é o grande fiador da política econômica", afirmou Vaz. "No longo prazo, tenho certeza que não teremos problemas", acrescentou.

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