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Setor de caminhões saiu de 'crise desgramada', diz Lula

Presidente atribuiu a recuperação das vendas às ações do governo para combater a crise no setor

ANNE WARTH, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 16h33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta quinta-feira, 29, os bons resultados das montadoras de caminhões e atribuiu a recuperação das vendas, que estão "bombando", às ações do governo para combater a crise no setor, qualificada como "desgramada". Ele citou especificamente o programa Procaminhoneiro, lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia a compra de caminhões por pessoas físicas e empresas com juros de 4,5% ao ano e prazo de até 96 meses.

 

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"Sabem qual é o orgulho que eu sinto? É que eles estão bem porque nós aprovamos uma linha de financiamento de um programa chamado Procaminhoneiro. A indústria de caminhões estava numa crise desgramada e, como disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a venda de caminhões está bombando", afirmou o presidente, durante discurso na Expocatadores 2009, evento voltado às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, em São Paulo.

Lula chegou à cerimônia logo após visitar a Feira Internacional da Indústria do Transporte (Fenatran), também em São Paulo, que reuniu as principais fabricantes de caminhões do Brasil. "As empresas estão readmitindo trabalhadores. Só para vocês terem um exemplo, a Mercedes-Benz, que no ano passado tinha mandado embora 1,2 mil trabalhadores, este ano, depois do programa, já contratou 1,3 mil", afirmou. "Ao mesmo tempo, eu saio do lado mais rico, que está bem por conta das políticas acertadas do governo, e venho aqui, na parte mais pobre da população, e sei que, se nós ainda não fizemos tudo, já fizemos mais do que qualquer outro governo na história do Brasil."

Na chegada à exposição, os catadores receberam Lula cantando "Parabéns a você", por conta do aniversário do presidente há dois dias. Os catadores também entoaram o famoso bordão da campanha eleitoral de 1989: "Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". Depois de discursar, ele deixou o evento rapidamente e disse que teria uma conversa agendada por telefone com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, antes de viajar para a Venezuela, nesta tarde.

Tão calorosos com Lula, os catadores não deram a mesma receptividade ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e ao deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que receberam vaias durante o anúncio de suas presenças na feira. Kassab se esforçou para não demonstrar constrangimento. Em breve discurso, de menos de dois minutos, ele pediu à plateia uma salva de palmas aos catadores, elogiou o esforço de Lula pela valorização dos trabalhadores e prometeu construir, com a participação das cooperativas, dez galpões de reciclagem na capital paulista, além dos 15 já existentes. Maluf não discursou nem conversou com os jornalistas.

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