Setor de carne suína não vê impacto da gripe nas vendas--Abipecs

As exportações de carne suína do Brasil e as vendas internas não sofreram, até o momento, impacto negativo da gripe H1N1, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

REUTERS

11 de maio de 2009 | 18h06

As exportações do produto em abril atingiram 53,99 mil toneladas, um aumento de 10,82 por cento em relação a igual período de 2008, segundo a Abipecs.

Pedro de Camargo Neto, presidente da entidade, disse que as notícias da gripe não chegaram a afetar o desempenho das exportações no mês passado, destacando que a doença surgiu no final de abril.

"Pegou praticamente uma semana de abril, mas a gente não tem escutado falar de queda, nem de alta. Tem sido um tumulto de informação, a gripe assustou, mas passou... Todo mundo reconhece que é um problema de saúde pública, que o animal está de fora", afirmou o presidente da associação.

Ele destacou que nenhum país importante suspendeu compras do produto do Brasil, atualmente com oito casos da gripe confirmados.

"Alguns países cortaram todo mundo, como o Azerbaidjão. Então o Brasil entrou. Mas os nossos importadores importantes (Rússia, Hong Kong, entre outros) não cortaram...", declarou.

De acordo com Camargo Neto, a Rússia, importante importador de carne suína, chegou a suspender compras do produto dos Estados Unidos, com 2.600 casos confirmados.

Mas diante do esclarecimento de que o problema não tem relação com a carne "praticamente reabriu os EUA".

Sobre as exportações de maio, ele disse ser "difícil prever". "Com a crise financeira já era uma dificuldade prever, agora então...".

A ocorrência da gripe ocorre em um momento em que as exportações de carne suína do Brasil, quarto exportador mundial, vinham crescendo, apesar da crise financeira.

De janeiro a abril de 2009, o Brasil exportou 188,79 mil toneladas, aumento de 18,11 por cento ante igual período de 2008.

Porém, em valor, com a crise financeira, houve uma queda de 4 por cento ante janeiro a abril de 2008, para 377,25 milhões de dólares.

A Rússia, principal cliente da carne suína brasileira, comprou no mês passado 27 mil toneladas, 11 por cento a mais do que há um ano.

De janeiro a abril, os embarques para o mercado russo atingiram 89,80 mil toneladas, crescimento de quase 41 por cento na comparação com igual intervalo de 2008.

(Por Roberto Samora)

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