Setor de construção cresce 10,9% no Brasil em 2007, diz IBGE

No ano de lançamento do PAC pelo governo, participação do setor público nas obras executadas cai para 40,1%

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

19 de junho de 2009 | 10h22

As empresas de construção realizaram, em 2007, obras e serviços no valor de R$ 128 bilhões, sendo que as construções executadas tiveram um aumento real de 10,9% ante 2006, segundo mostram os resultados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a participação do setor público no total das construções executadas caiu para 40,1%, ante 42,5% do ano anterior.

 

O crescimento no valor das obras realizadas pelo setor de construção em 2007, ante o ano anterior, foi impulsionado pelo crescimento da renda familiar e do emprego, aumento do crédito e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção, segundo observou o técnico da pesquisa do IBGE, Fernando Abritta.

 

De acordo com Abritta, é provável que os dados da construção do ano de 2008, que serão divulgados no ano que vem pelo instituto, mostrem continuidade no aquecimento do setor. Segundo ele, os dados já informados do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) mostram um aumento de cerca de 50% no número de edificações residenciais ante o ano anterior e de 64% no volume de financiamentos para o setor.

 

Empresas

 

Em 2007, de acordo com a pesquisa anual, 110 mil empresas do segmento empresarial da indústria da construção ocupavam mais de 1,8 milhão de pessoas e tiveram gastos totais com o pessoal ocupado de R$ 30,6 bilhões, dos quais R$ 20,7 bilhões foram em salários, retiradas e outras remunerações, o que significou uma média mensal de 2,3 salários mínimos.

 

Segundo comentam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, "a expansão do setor da construção em 2007 foi coerente com o crescimento do PIB brasileiro (5,7%), com o desempenho da atividade da construção no PIB (5%) e com a formação bruta de capital fixo (FBCF), que avançou 13,5%, assinalando o maior acréscimo desde o início da série histórica (1996)".

 

De acordo com a pesquisa, os investimentos brutos da indústria da construção em ativos imobilizados totalizaram cerca de R$ 5,1 bilhões em 2007. A aquisição de máquinas e equipamentos foi o principal investimento e representou 44,2% do total. Em seguida, vieram os gastos com meios de transporte (23,1% do valor investido); as compras de terrenos e edificações (21,3%); e outras aquisições (móveis, microcomputadores e ferramentas), que representaram 11,4% do total.

 

O principal material de construção adquirido foi o cimento, que representou 27,4% do valor dos produtos pesquisados na atividade, seguido pelo asfalto (20,6%), concreto usinado (20,5%), vergalhões (20,4%) e tijolos (11,1%).

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