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Setor de embalagens registra aumento nas exportações

O setor de embalagens, conhecido como o "pulso da economia nacional" por identificar as tendências dos mais diversos setores, deve ter um salto em suas exportações este ano, atingindo 10% da produção total, depois de ficar pelo menos cinco anos "estacionado" no patamar de 7% da produção total. A desvalorização cambial no ano passado é uma das principais causas deste crescimento, segundo Fábio Mestriner, presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), que inaugurou hoje sua filial no Rio. "O dólar em baixa deixou nossas embalagens mais competitivas frente ao mercado internacional e apresentou nossa qualidade a este mercado. Tanto que, mesmo com o dólar em queda no Brasil, o setor não pára de receber encomendas e logo terá que ampliar sua capacidade instalada", afirmou durante o evento no Rio. Segundo Mestriner, o aumento das exportações também se deve às multinacionais que estão instaladas no Brasil e que começaram a comprar a embalagem brasileira no ano passado em substituição das importadas. "Em 2003, estas mesmas multinacionais estão recomendando o produto nacional para as suas sedes em outros países, elevando o volume exportado", disse. Segundo ele, o setor deve ser incluído na pauta nacional de exportações. "O Brasil pode aproveitar as brechas dos demais países para este setor, já que não existe qualquer restrição alfandegária a este produto", comentou. De acordo com dados da Abre, os segmentos que mais apresentam crescimento são o de plástico, que representa 38% do total faturado no país e o de vidro, que representa apenas 6,4%. "O crescimento da produção e exportação de plástico já era esperada pelo tipo de produto, mas de vidro tem surpreendido o setor", explicouCrescimento no faturamentoAparado principalmente no crescimento da agroindústria, o setor de embalagens deve repetir este ano a excelente performance de crescimento anual de 10% de seu faturamento, registrada desde 1998. A previsão é de que o setor atinja este ano a uma receita líquida de vendas a R$ 23 bilhões, ante R$ 20 bilhões em 2002 e R$ 18 bilhões em 2001. Para o presidente da Abre a expansão dos negócios se deve a pelo menos três motivos: a estabilização da economia, o aumento do valor agregado na agricultura e um maior exigência do consumidor brasileiro no padrão de qualidade do produto. "O brasileiro quer consumir o mesmo que nos países desenvolvidos", afirmou. Segundo ele, o aumento do poder aquisitivo do consumidor desde a estabilização da moeda provocou aumento das vendas de alimentos e bebidas, que representam 60% da produção nacional de embalagens. "Houve um salto inicial e o mais interessante é que o País acabou mantendo uma inércia de crescimento nos anos seguintes", comentou Mestriner, que participou hoje da inauguração da filial da Abre no Rio. A Associação possui filial também em Recife, além de sua sede em São Paulo, e pretende inaugurar outras duas unidades em Goiânia e Porto Alegre até o final deste ano. Preços também sobemO setor de embalagens teve um acréscimo de 9,43% em seus preços gerais no primeiro quadrimestre de 2003, apontou hoje o professor Salomão Quadros, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em sua apresentação na cerimônia de inauguração da filial da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), no Rio de Janeiro. O segmento que registrou o maior aumento foi o de madeira (14,66), que representa apenas 1,8% do faturamento nacional do setor. O plástico, segmento que participa com 37,8% do total faturado teve acréscimo de 7,63% em seus preços entre janeiro e abril. Também tiveram reajustes o segmento de embalagens metálicas (10,93%), que representa 21% do total faturado; o vidro (8,53%), com 6,4% do total; fibras naturais (8,09%) ; papel e papelão (7,48%), participando com 33% do total faturado no país.

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