Setor de energia terá investimentos de R$ 1 tri em 10 anos

Segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), setor de óleo e gás responderá pela maior fatia

GLAUBER GONÇALVES /RIO , O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h10

O setor de energia deve receber investimentos de mais de R$ 1 trilhão no País nos próximos dez anos, estima a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2021. O setor de óleo e gás deve responder pela maior parte desse montante: cerca de R$ 750 bilhões. A expectativa é que a produção de petróleo evolua dos atuais 2 milhões para 5,43 milhões de barris por dia (bde) até 2021.

Para isso, a EPE calcula que serão necessárias 90 novas plataformas FPSO, incluindo a conversão de navios existentes. Para isso, a EPE conta com a retomada de um ritmo de crescimento da economia mais elevado nos próximos dez anos. Como resultado da desaceleração da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) vista este ano, o número de projetos hidrelétricos previstos caiu na comparação com o plano 2011-2020.

"Há uma redução de demanda entre um plano e outro. O efeito do ano passado e deste ano é incorporado e isso tem um rebatimento ao longo do horizonte. Mesmo que se considere um cenário em que haja recuperação da economia adiante, há um efeito no plano. Isso explica a redução", disse o presidente interino da EPE, Amílcar Guerreiro.

Um dos destaques do plano é a ampliação da fatia do gás natural na oferta interna de energia, que passa de 11% em 2012 para 15,5% em 2021.

A expectativa da EPE é que ao longo desse período se elimine o descompasso entre oferta e demanda do insumo.

Hoje, muitos projetos térmicos não saem do papel no País porque há escassez de gás. Por causa disso, o governo estuda uma nova forma de estruturar os leilões de energia para permitir que mais empreendedores participem da concorrência. Atualmente, para entrar na disputa, é preciso ter garantia de acesso ao gás. Uma proposta prevê que uma espécie de leilão prévio em que as empresas concorreriam para ter acesso ao produto.

Apesar do aumento da participação do gás natural, os derivados de cana e a energia eólica ajudarão a sustentar o crescimento da fatia das fontes renováveis no período. Ao longo dos próximos dez anos, esse tipo de geração crescerá a uma taxa média anual de 5,1%. Os derivados de cana devem aumentar em quase 5 pontos porcentuais sua presença, alcançando 21,2%.

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