Setor de equipamento rodoviário avalia férias coletivas

A redução das taxas de juros nas linhas de crédito para aquisição de bens de capital, promovida pelo Programa de Sustentação do Investimentos (PSI) do governo federal, já provoca filas nos bancos e atrasos na liberação dos recursos para financiamento para o transporte rodoviário de cargas (carrocerias sobre chassis, reboques e semirreboques). Sem crédito para escoar a produção, e já com os pátios lotados, as empresas do setor começam a reduzir o ritmo e já falam em férias coletivas para os trabalhadores.

AE, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2010 | 11h34

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Rafael Wolf Campos, as empresas normalmente trabalham com apenas quatro ou cinco dias de estoque, já que a produção é sob encomenda. Além disso, 90% das vendas dependem de linhas de financiamento do Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os produtos foram vendidos, mas não foram ainda faturados por causa da morosidade dos agentes repassadores de recursos já aprovados do Finame. "As empresas cortaram as horas extras e estão reduzindo o segundo turno de trabalho, mas, se a situação não se normalizar, serão obrigadas a colocar os funcionários em férias coletivas", diz o empresário.

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