Setor de material de construção se mostra menos otimista em 2011

A indústria brasileira de materiais de construção iniciou 2011 com menos otimismo em relação ao último mês do ano anterior, segundo pesquisa divulgada pela associação que representa o setor no país, Abramat, nesta quinta-feira.

REUTERS

27 de janeiro de 2011 | 14h14

Conforme o levantamento, em janeiro, 76 por cento das empresas dizem estar otimistas quanto ao desempenho das vendas de materiais neste ano, contra 82 por cento em dezembro. No mesmo sentido, o nível de pessimismo também aumentou, de zero para 3 por cento agora.

O varejo de materias encerrou 2010 com alta de 12,14 por cento no faturamento, conforme dados da Abramat. Para este ano, a entidade estima um crescimento de 9 por cento.

Quanto às exportações, o setor também reduziu o otimismo. Em janeiro, 39 por cento dos empresários afirmam estar otimistas em relação às vendas no mercado externo, enquanto em dezembro o índice era de 43 por cento.

"A sondagem entre as indústrias de materiais de construção indica que, em média, 69 por cento (das empresas) têm boas expectativas em relação às ações do governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses", afirma a Abramat.

A entidade acrescenta que a perspectiva positiva está relacionada, principalmente, aos incentivos ao setor, que incluem a segunda etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida" e a extensão da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o final deste ano.

A Abramat também informou que, no levantamento realizado este mês, 72 por cento das empresas de insumos pretendem realizar investimentos nos próximos 12 meses, um pouco abaixo do nível visto em dezembro, que era de 73 por cento. No mesmo mês do ano passado, contudo, essa intenção era de 59 por cento.

Ainda segundo a pesquisa, a indústria de materiais segue com alto nível de utilização da capacidade, ficando em 87 por cento em janeiro.

"A estabilidade que vem sendo observada desde março de 2010 indica que os investimentos em expansão de capacidade estão sendo suficientes para atender ao crescimento de demanda observado no período", observa a Abramat.

(Por Vivian Pereira)

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