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Setor de mídia poderá receber R$ 2,5 bilhões do BNDES

O BNDES pretende oferecer R$ 2 bilhões para a reestruturação das dívidas de curto prazo das empresas de comunicação. O banco estatal também propõe financiar a ampliação do parque industrial de papel imprensa, mas não haverá empréstimos para a importação. Serão oferecidos R$ 500 milhões para a compra do papel nacional. As informações constam do ofício do presidente do banco, Carlos Lessa, enviado ao presidente da Comissão de Educação do Senado, Osmar Dias (PDT-PR).Os contratos deverão prever correção pela TJLP, 5% de juros do BNDES, mais a remuneração do banco que fará a ponte entre a empresa e o banco de fomento. O valor máximo destinado à empresa será calculado tendo como base 25% da receita operacional líquida, limitado a R$ 500 milhões. O prazo será de 60 meses. Para se beneficiarem do financiamento, as empresas terão que se submeter a algumas condições, como auditoria anual da Comissão de Valores Mobiliários, conversão dos créditos de acionistas em participação e contrapartida ao equacionamento da dívida negociadas com os bancos credores. Lessa informa no ofício estudar a possibilidade de exigir ainda um programa de desmobilização de ativos e de melhorias na gestão das empresas. Segundo a proposta para o papel imprensa, as operações terão validade até 31 de dezembro de 2004 e o valor máximo oferecido a cada empresa será de 80% ao estoque de papel para três meses. O prazo é de 30 meses com carência de seis. Lessa admite que a produção nacional não atende a mais do que um terço do consumo interno e afirma que a demanda por importação poderá ser substituída com a instalação de uma nova máquina de papel. ?O País apresenta grande potencial para a produção e assim o BNDES poderia conceder estímulo à ampliação da capacidade produtiva com resultados mais significativos do ponto de vista estratégico?, disse.Projetos de expansão ou modernização das empresas, incluindo a aquisição de máquinas de fabricação nacional também estão na carta de financiamento do BNDES. O financiamento de valores abaixo de R$ 10 milhões serão oferecidos por bancos de varejo, já os valores maiores serão financiados diretamente pelo BNDES. Um cartão com limite de crédito rotativa de R$ 50 mil também poderá ser oferecido para micro, pequenas e médias empresas.

Agencia Estado,

01 de junho de 2004 | 20h01

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