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Setor de mineração deve fechar o ano com novo recorde

Mesmo com a crise batendo à porta, o setor mineral colecionou recordes em 2011. O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna, adiantou que a produção do setor mineral fechará o ano na casa de US$ 50 bilhões, cifra que representa um aumento de 28% sobre 2010.

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2011 | 03h03

Para 2012, o executivo continua confiante e prevê um número ainda mais robusto: US$ 55 bilhões. "O cenário ainda é de demanda apertada para os próximos anos, com uma maior volatilidade nos preços", disse. "Mesmo com essa maior oscilação, os preços não devem fugir do intervalo de US$ 140 e US$ 150 por toneladas ao longo de 2012."

O levantamento do Ibram aponta ainda que o crescimento do setor também se traduziu em pagamentos recordes de royalties por companhias brasileiras. A previsão é um recolhimento de R$ 1,5 bilhão neste ano, valor que supera em 39% o registrado em 2010. Em 2012, esse volume deve subir para R$ 1,7 bilhão.

Penna não se mostrou preocupado com os desdobramentos da recente mudança no sistema de precificação do minério de ferro, carro-chefe da produção mineral brasileira.

O novo modelo, que inclui uma estimativa futura de preço, foi uma exigência das siderúrgicas chinesas que encontrou eco também na gigante europeia ArcelorMittal.

A intenção seria trazer os reajustes mais próximos à cotação do minério no mercado à vista, que tem operado em baixa desde outubro. No início de outubro, o insumo era cotado a cerca de US$ 170 por tonelada. Hoje, é negociado abaixo de US$ 140.

Recentemente, a Vale admitiu que a migração para o novo sistema de precificação já reduziu em cerca de 20% do minério o valor pago por esses clientes em contratos de venda de longo prazo. Mesmo com essa tendência de queda nos preços, o Ibram acredita que a demanda ainda aquecida, puxada pela China, não vai influenciar nos resultados do setor deste ano.

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