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Setor de seguros e resseguros não acusa danos com a crise

Segundo presidente da IRB Brasil Resseguros, setor vai manter taxa de crescimento elevada em 2009

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

26 de outubro de 2009 | 15h29

O setor de seguros e resseguros praticamente não sofreu efeitos da crise internacional no Brasil e deverá não apenas manter a taxa de crescimento elevada em 2009, como acelerar a velocidade de expansão na próxima década, segundo acredita o presidente do IRB Brasil Resseguros, Eduardo Nakao.

 

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Ele explica que o setor de seguros vem crescendo em torno de 9% ao ano nos últimos anos e deverá, além de manter esse patamar este ano, elevar essa taxa de crescimento anual para pelo menos 10% "nos próximos anos". No caso dos resseguros, ele explica que o setor tem crescido "em linha" com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) mas, na próxima década, com a perspectiva de obras de infraestrutura importantes no Brasil, deverá crescer acima do Produto.

 

Em entrevista após palestra na Associação Comercial do Rio, Nakao disse estimar um "crescimento chinês" para o setor de seguros nos próximos anos. Segundo o presidente do IRB, o setor esteve protegido dos efeitos da crise por vários motivos, entre eles a regulamentação do mercado, que permite uma fiscalização eficiente do órgão regulador; a exigência legal de que empresas seguradoras e resseguradoras não podem fazer operações com derivativos no País e a valorização do Real.

 

Nakao admite que "o ponto negativo, o único malefício" da crise sobre o mercado ressegurador brasileiro é que a capacidade mundial do setor para absorver riscos diminuiu no final do ano passado, afastando alguns resseguradores do País. Mas, também neste caso, ele disse que o IRB passou a procurar, nos Estados Unidos e na Europa, resseguradores que ainda não operavam por aqui e vieram para o mercado brasileiro.

 

Curiosamente, essa solução emergencial não teria sido possível por um triz, pois já a partir de janeiro de 2009 o Conselho Nacional de Seguros Privados passou a não permitir que o IRB possa operar com resseguradores não cadastrados no Brasil.

O presidente do IRB explica que as expectativas otimistas de crescimento do mercado ressegurador nos próximos anos está ancorada na perspectiva de grandes obras estruturais a serem realizadas no Brasil, para eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016, além da continuidade das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e do pré-sal.

 

Nakao não quis comentar a perspectiva de que o IRB passe a ser controlado pelo Banco do Brasil. "Qualquer mudança societária é feita por acionistas e não opinamos sobre isso", afirmou. No último dia 15 de outubro, o Banco do Brasil informou que iniciou conversas para compra do controle acionário do IRB, uma semana depois de ter anunciado a reestruturação de sua área de seguros.

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