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Setor de serviços continua a encolher

Em linha com os principais indicadores de consumo, o volume de serviços prestados registrou um recuo de 1,6% em agosto em relação a julho, o 17.º resultado negativo consecutivo e o pior desempenho para o mês da série histórica iniciada em 2012

O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2016 | 04h09

Em linha com os principais indicadores de consumo, o volume de serviços prestados registrou um recuo de 1,6% em agosto em relação a julho, o 17.º resultado negativo consecutivo e o pior desempenho para o mês da série histórica iniciada em 2012, segundo a última Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. O volume de serviços prestados acusou uma queda de 3,9% em agosto, em confronto com o mesmo mês de 2015.

A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em agosto, teve influência no resultado, mas seu impacto foi principalmente local, fazendo com que a atividade turística tivesse um crescimento no Estado de 2,7% em agosto, em relação a julho. Isso não foi suficiente para que o setor de serviços, como um todo, apresentasse uma variação positiva em todo o Estado. No Rio (-1,0%), como em todas as demais unidades da Federação, o setor recuou em comparação com agosto de 2015.

Vale observar que os preços dos serviços têm caído em termos reais. Para atender uma clientela cada vez menor, em razão do desemprego e da redução do rendimento das famílias, prestadores de serviços procuram sobreviver no mercado cortando custos, com a dispensa, muitas vezes, de funcionários e comprimindo sua margem.

De fato, a receita nominal bruta do setor teve um crescimento de 2,2% em agosto de 2016, em comparação com o mesmo mês de 2015, muito inferior à inflação do período. É uma taxa baixa, mas o quadro é pior ainda se tomarmos os 12 meses findos em agosto, período em que o aumento de receita e serviços foi de 0,2%, taxa ínfima quando comparada à inflação acumulada no período anual até agosto, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, de 8,97%. Já em comparação com julho, a receita nominal caiu 0,4% e no acumulado do ano cresceu apenas 0,5%.

Na série sem ajuste se destaca o recuo da demanda das famílias 

(-1,6%) e do turismo (-0,8%). Do lado positivo estão os segmentos de serviços de comunicação (0,3%) e serviços de transporte e correios (0,1%).

Na comparação dos resultados de agosto com os do mesmo mês do ano passado, todos os segmentos analisados apresentaram recuos. A maior queda foi no setor de transportes terrestres (-10,8%), seguido muito de perto pelos serviços técnico-profissionais (-10,7%). Os serviços de tecnologia da informação (-0,7%) foram os menos afetados.

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