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Setor de serviços foi o que mais criou empregos em abril

Economia gerou 196 mil vagas em abril, o pior resultado para o mês desde 2009, segundo dados do Caged

ANNE WARTH / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2013 | 02h04

O saldo líquido de empregos formais gerados em abril foi de 196.913 vagas, o pior resultado para o mês desde 2009, quando foram geradas 106.205. Em relação ao quarto mês do ano passado, houve uma queda de 9,24%. Os dados foram antecipados na edição ontem do Estado e confirmados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais no mês de abril, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, o setor gerou 75.220 postos de trabalho.

De acordo com o Ministério do Trabalho, todos os setores registraram criação líquida de vagas em abril.

A indústria de transformação foi responsável pela criação de 40.603 empregos; a construção civil, 32.921; a agricultura, 24.807; o comércio, 16.631; a administração pública, 3.857; os serviços industriais de utilidade pública, 2.237; e a extrativa mineral, 637.

Inflação. O mercado de trabalho vai continuar pressionando a inflação, disse a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro, ao analisar os dados.

"A ocupação vai seguir crescendo, não em um ritmo forte, mas superior à oferta. Assim, os salários seguem aumentando e isso vai se refletir na inflação."

Ela estima que a taxa de desemprego vai fechar 2013 em 5,3% - em 2012, ficou em 5,5%. "Ou seja, cai um pouco, mas em um ritmo bem menor do que em anos anteriores", diz Alessandra.

Recuperação. Para maio, a economista aposta em leve recuperação. "A expectativa é de um número um pouco melhor do que o verificado em abril, mas não é muito otimista. O ritmo de recuperação da atividade econômica ainda é modesto." Já o economista da LCA Consultores Fábio Romão destacou o bom desempenho da indústria ao analisar os dados.

"A indústria tem mostrado um desempenho diferenciado em relação aos demais setores", diz Romão.

Ele destacou a indústria metalúrgica, mecânica e de material de transporte, além de alimentos e bebidas.

Romão ressaltou que a indústria criou 151,3 mil postos de trabalho no primeiro quadrimestre, na série sem ajuste sazonal. "No mesmo período do ano passado, foram 93,2 mil." /COLABOROU RENAN CARREIRA

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