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Setor de serviços não-financeiros cresceu 10,2% em 2001

O setor de serviços não-financeiros exibe grande vigor em pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços 2001 (PAS 2001), naquele ano o setor cresceu 10,2%, já descontada a inflação, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 1,42%. O setor teve uma receita operacional líquida de R$ 251 bilhões no total das 813.667 empresas na atividade. O número de empresas foi maior que o das que atuaram na área em 2000 (767.578) e o setor de serviços gerou 383 mil novos postos de trabalho no ano, o que representou um crescimento de 6,5% em relação a 2000, e resultou num total de 6,3 milhões de pessoas trabalhando nisso. De 1999 para 2000, tinha ocorrido um crescimento de 8,6% no emprego no setor. Além disso, enquanto a renda média do trabalhador brasileiro caiu, o setor foi capaz de dar um aumento real de 0,9% na remuneração média do trabalhador em 2001. Serviços de informaçãoO grupo de "Serviços de informação", composto por telecomunicações, informática e audio-visuais, teve crescimento real de 11,9% em 2001, com uma receita de R$ 79,4 bilhões. Foi o maior aumento dentro do setor de serviços mercantis não-financeiros, cuja taxa de crescimento real foi de 10,2% para uma variação do PIB de 1,42% naquele ano. O grupo de serviços de informação teve uma participação de 31,4% no setor de serviços não-financeiros. Em relação a emprego e ao número de empresas, porém, a participação do grupo de informação no setor de serviços é bem menor, sendo de, respectivamente, 6,6% e 5,9%. Além disso, o setor de telecomunicações apresentou queda de 5,9% no número de postos de trabalho. Em 2001, o grupo de serviços de informação tinha 47.852 empresas atuando em serviços de informação, com um total de 413 mil empregados, dos quais mais da metade, 220 mil trabalhavam em atividades de informática. A remuneração média do trabalhador do grupo de serviços de informação, de R$ 1.655,3, é quase o triplo da média do setor de serviços não-financeiros, que foi de R$ 602,4. As telecomunicações tiveram uma receita operacional líquida de R$ 51,327 bilhões e o IBGE estima que tenham gerado um valor adicionado de R$ 22 bilhões. A receita das atividades de informática foi de R$ 16,872 bilhões e o valor adicionado de R$ 8,3 bilhões. Já os os serviços audiovisuais tiveram uma receita de R$ 11,235 bilhões e valor agregado de R$ 4,477 bilhões.Correio, transportes e atividades auxiliaresO grupo de "Correio, transportes e atividades auxiliares" teve crescimento real de 10,7% e gerou R$ 75,9 bilhões em 2001 no conjunto de suas 85.194 empresas. O valor corresponde a 30,3% de toda a receita líquida do setor de serviços mercantis não-financeiros. Um grupo que também cresceu 10,7% foi o de "Outros serviços", que inclui serviços auxiliares financeiros como seguros e planos de saúde; representantes comerciais e agentes de comércio. A receita operacional líquida desse grupo formado por 91.353 empresas foi de R$ 12,1 bilhões em 2001 e ele respondeu por um aumento de 17,9% nos empregos. O segundo grupo que mais gerou emprego foi o de "Correio, transportes e serviços auxiliares", onde o crescimento nos postos de trabalho em 2001 foi de 7,8%, sendo que o segmento de transporte aquaviário de carga foi o que mais aumentou o emprego em todo o setor de serviços, com 28,6% de crescimento em relação a 2000. Em seguida, entre os segmentos com maior aumento de emprego vieram representantes comerciais e agentes de comércio (23,7%), outras atividades de serviços (23,3%) e serviços técnico-profissionais como consultoria empresarial e de contabilidade, auditoria, etc (13,9%). Serviços prestados às famíliasQuase a metade das empresas do setor de serviços não-financeiros, 49,2%, pertenciam ao grupo "Serviços prestados às famílias" em 2001, que respondeu por apenas 11,6% das receitas líquidas do setor de serviços mercantis não financeiros. Esse grupo , é composto pelas atividades de habitação e alojamento, alimentação, manutenção e reparação, serviços recreativos e culturais e serviços pessoais, segundo a classificação do IBGE. Do total da receita operacional líquida gerada por este grupo, de R$ 29,1 bilhões, 51,4% veio de empresas com até 19 pessoas ocupadas. No total empregou 1,881 trabalhadores em 400.176 empresas. O grupo que mais empregou foi o de "Serviços prestados a empresas", com 1,994 milhão de ocupados (31,8% do total no setor de serviços) em suas 150,616 empresas. Este grupo teve uma receita operacional líquida de R$ 46,5 bilhões.Região Sudeste gerou 67,3% da receita brutaA região Sudeste gerou 67,3% da receita bruta do setor de serviços não financeiros e a região Sul, 14,5% dela em 2001, segundo a Pesquisa Anual de Serviços 2001 (PAS 2001). As duas regiões juntas respondem por 81,8% da receita do setor. O Estado de São Paulo é responsável por mais da metade da receita bruta gerada no País em dois grupos: "Serviços prestados às empresas" (50,2%) e "Outros serviços" (50,8%).Nos demais, a participação de São Paulo também é destacada, atingindo 40,2% no de "Serviços de informação", 39,4% na parte de "Correio, transportes e atividades auxiliares", 38,4% no de "Serviços prestados às famílias" e 37,2% no de "Atividades imobiliárias".No Rio de Janeiro, se destacam os grupos "Serviços prestados às famílias", em que a participação do Estado na receita gerada no País é de 18% e "Serviços de informação" e "Correios, transportes e atividades auxiliares" em que a participação é de cerca de 17% em cada um. Minas Gerais foi o terceiro Estado em participação no setor de serviços em todos os grupos, com exceção do de "Outros serviços", em que o Rio Grande do Sul teve participação maiorSegurança, investigação e vigilânciaOs serviços de investigação, vigilância e segurança tiveram um aumento real de 1,6% na receita operacional líquida gerada no País em 2001, mas com crescimento de 5,7% no Rio de Janeiro e de 3,4% em São Paulo. A variação da receita no País é próxima à do PIB naquele ano, que foi de 1,42%, e muito abaixo da média do setor de serviços não financeiros, que foi de 10,2%. O segmento de segurança, investigação e vigilância empregou 352 mil pessoas em 2001, 4,2% mais que no ano anterior. As 2580 empresas nesse tipo de atividade arrecadaram R$ 5,6 bilhões naquele ano e empregaram 352 mil pessoas, 14 mil a mais que em 2000, de acordo com estimativas do IBGE. São Paulo tinha em 2001, 885 empresas desse tipo, que geraram R$ 2,5 bilhões, e o Rio de Janeiro, 385 empresas com uma receita bruta de R$ 844 milhões.

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