Setor de serviços prevê melhora no 4º trimestre

O setor de serviços está cauteloso com o andamento da economia. Porém, a expectativa é de que, no quarto trimestre do ano, ocorra a recuperação do consumo, com efeitos sobre o desempenho da atividade produtiva. Em julho, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 2,1%, ante a queda de 1,2% registrada em maio. Esta foi a quarta retração consecutiva, com queda acumulada de 7,4% desde abril.

FERNANDA NUNES, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 12h27

"Há um ciclo de redução da taxa de juros, medidas de estímulo por parte do governo e a manutenção do mercado de trabalho que apontam para um quadro melhor", afirma o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Sílvio Salles.

Em julho, o índice foi influenciado tanto pela percepção sobre a situação atual quanto pelas expectativas. Os dois componentes do ICS, o Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE), caíram 2,4% e 1,7%, respectivamente. Salles ressalta que a queda maior do ISA, na comparação com o IE, é um bom sinal, porque há a perspectiva de que a economia melhore nos próximos meses.

Por enquanto, a confiança do consumidor está em patamar equivalente ao registrado em agosto de 2009, no momento em que o Brasil ensaiava uma recuperação da crise iniciada em 2008. "Isso não significa que a percepção, agora, também é de recuperação, mas que voltamos a patamares anteriores", destacou o economista da FGV.

Os empresários do setor de serviço estão não apenas preocupados com a demanda atual, avaliação que apresentou queda de 0,8%, como o resultado da sondagem sobre a confiança se deve à análise sobre a situação atual dos negócios (-3,9%). "Este resultado pode estar atrelado a uma série de questões, como o noticiário sobre a economia e os dados sobre inadimplência", argumentou Salles.

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