Setor de serviços protesta contra aumento de imposto

Representantes de entidades do setor de serviços reuniram-se nesta quarta-feira em São Paulo para protestar contra o aumento da Contribuição Sobre Lucro Líquido (CSLL), previsto na Medida Provisória nº 22, editada no dia 8, de 1,08% para 2,88% para as empresas prestadoras de serviços.Segundo o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), a medida visou reduzir os impactos de perda de arrecadação do governo federal com a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 17,5%. "Não satisfeito em prejudicar os trabalhadores, o governo pretende agora aumentar a carga tributária das empresas de serviço, o que diminuirá a capacidade de investimentos", diz o presidente da entidade, Carlos José de Lima Castro.O encontro contou, segundo Castro, com a presença de cerca de 150 pessoas, entre representantes do setor e parlamentares, e foi realizado no auditório da sede do Sescon-SP. Estiveram presentes os deputados Marcos Cintra (PFL-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP), entre outros.Além do Sescon-SP, participaram do protesto representantes da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Aescon).Ao final da manifestação, houve a assinatura da "Carta de São Paulo", que será entregue ao Congresso Nacional na próxima semana. Na carta, os integrantes das entidades pedem que o governo altere a medida."Colocamos na carta uma linha de raciocínio comprovando que a correção da tabela do IR não implicará perda de receita em relação a 1996, quando a tabela era considerada justa", disse Castro.Além da carta, foi lançado durante o ato o Movimento Nacional Contra o Aumento da Carga Tributária para o Setor de Serviços.De acordo com o presidente do Sescon-SP, o movimento e a carta têm apoio no Congresso de um núcleo assessorado pela Fenacon, formado por 180 parlamentares de vários partidos, liderado pelo deputado federal Germano Rigotto (PMDB-RS).

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