Setor de serviços reduz intenção de contratar, diz a FGV

A intenção dos empresários do setor de serviços de contratar nos próximos três meses caiu 1,7% em maio, depois de ter recuado 3,1% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quarta-feira, 28. Apesar da trajetória de queda, o índice ainda é favorável, indicando que algumas empresas ainda pretendem investir em mão-de-obra, mas serve de alerta para o setor.

IDIANA TOMAZELLI, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 13h37

Entre o setores de baixa produtividade - que, por sinal, são os mais intensivos em mão-de-obra, como é o caso do comércio -, a retração na intenção de contratar é ainda maior. "Isso é um sinal amarelo, sim", disse o economista Silvio Sales, consultor da FGV e coordenador da Sondagem de Serviços. "Se continuar esse quadro de resultados cada vez piores, vai ter uma hora em que o mercado de trabalho vai migrar para o negativo", acrescentou.

Apesar disso, Sales não prevê um cenário com fechamento de postos de trabalho no setor de serviços ainda este ano. "As empresas adiam ao máximo a demissão, devido ao custo de rotatividade e de formação de mão de obra. Só quando está muito claro que a atividade da empresa começa a declinar é que ela inicia o enxugamento de postos. Seria algo mais para 2015, caso tenha continuidade essa desaceleração na economia", ressaltou.

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