Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Setor de serviços tem avanço de 0,1% em outubro ante setembro

No acumulado do ano, volume de serviços prestados registra queda de 0,2%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2018 | 09h09
Atualizado 14 Dezembro 2018 | 12h10

RIO - O volume de serviços prestados teve leve avanço de 0,1% em outubro em relação a setembro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 14. O avanço foi influenciado principalmente pelos segmentos de tecnologia da informação e também atividades financeiras auxiliares, como corretoras, bolsas de valores e administradoras de fundos de investimento. 

O resultado de outubro interrompe a volatilidade de desempenho do setor, iniciada em maio, com a greve dos caminhoneiros. Em setembro, a taxa com ajuste sazonal variou negativamente 0,3%. No acumulado do ano, o volume de serviços prestados registra queda de 0,2%, mesma variação para o período dos últimos 12 meses.

Na passagem de setembro para outubro, duas das cinco atividades investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram taxas positivas - outros serviços (5,5%), que registrou a maior taxa desde maio do ano passado (8,5%), e os serviços de informação e comunicação (0,5%). Em outros serviços, o destaque são atividades financeiras auxiliares.

Mas, por conta do peso que tem na composição da pesquisa, o segmento de tecnologia da informação foi o que mais contribuiu para que o setor de serviços se mantivesse no campo positivo em outubro. Esse segmento faz parte do grupo de serviços de informação e comunicação.

"Dentro dos serviços de tecnologia da informação, o destaque são os portais e ferramentas de busca. A gente tem observado também um aumento de receita de empresas que atuam para aumentar segurança contra hackers", afirmou Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Ele avalia que, no ano, os transportes sustentam o setor de serviços. "O segmento de transporte permanece explicando o resultado no acumulado do ano e também na comparação interanual. As atividades de transporte rodoviária de cargas e aéreo de passageiros são os destaques", afirmou.

Os serviços estão atualmente 11,6% abaixo do ponto mais alto da série, registrada em janeiro e novembro de 2014. O índice de difusão é de 48,8%, o que demonstra que o crescimento ainda não predomina no setor de serviços.

"Há uma mudança no comportamento do setor de serviços, que vinha numa trajetória de taxas negativas no encerramento dos anos. Em 2018, houve uma frequência maior de taxas positivas nos últimos meses, o que confere ganho de ritmo da receita das empresas, embora não seja generalizado", destacou.

Os serviços prestados em hotéis, consultoria de tecnologia da informação, rodoviário de carga e transporte aéreo de passageiro são alguns exemplos de atividades que demonstram recuperação em 2018.

O resultado do mês de outubro da PMS ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde um recuo de 0,40% a um avanço de 0,60%, mas abaixo da mediana, positiva em 0,17%.

Na comparação com outubro do ano anterior, houve alta de 1,5% em outubro deste ano, já descontado o efeito da inflação. O resultado também ficou abaixo da mediana nessa comparação. As previsões iam de alta de 0,30% a aumento de 2,40%, com mediana positiva de 1,90%.

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado. Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal ficou estável (0,0%) em outubro ante setembro. Na comparação com outubro do ano passado, houve aumento na receita nominal de 4,2%.

 

 

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