Werther Santana/Estadão - 14/2/2019
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Setor de serviços tem queda de 0,7% em março, aponta IBGE

Com o resultado, o primeiro trimestre fechou com queda de 0,6% na comparação com o quarto trimestre de 2018, interrompendo dois trimestres de alta

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 09h09

No terceiro mês seguido de queda, o volume de serviços encolheu 0,7% em março na comparação com fevereiro, informou na manhã desta terça-feira, 14, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o primeiro trimestre fechou com queda de 0,6% ante o quarto trimestre de 2018, interrompendo dois trimestres de alta, nessa base de comparação.

Se comparado ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 2,3% em março, já descontado o efeito da inflação. Nesse cenário, as previsões iam de uma queda de 2,4% a um avanço de 1,2%, com mediana negativa de 1,00%. A taxa acumulada no ano foi de 1,1%. Em 12 meses, houve elevação de 0,6% no volume de serviços prestados.

 
 

Desde outubro de 2015, o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Antes disso, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado. Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal caiu 0,6% em março ante fevereiro. Na comparação com março de 2018, houve aumento na receita nominal de 1,1%.

Atividades

O volume de serviços prestados encolheu, na passagem de fevereiro para março, em três das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE. O destaque foi a pressão negativa dos serviços de informação e comunicação, com recuo de 1,7%.

Segundo o Instituto, também caiu o volume de serviços prestados nas atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e outros serviços (-0,2%). 

Na contramão, os serviços de transportes cresceram 0,5% em março ante fevereiro. Ainda assim, o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, destacou que o avanço se segue a três quedas seguidas, entre dezembro e fevereiro, quando a perda acumulada foi de 3,8%. "A alta de março recupera apenas parte da queda", disse Lobo. 

Também na contramão, os serviços prestados às famílias cresceram 1,4% em março ante fevereiro. Segundo Lobo, o movimento pode estar associado ao fato de o carnaval ter sido em março, movimentando o setor de hotelaria e restaurantes. 

Com a queda de março, o volume de serviços prestados registrou um nível de atividade 12,3% abaixo do pico da série histórica da PMS, registrado em janeiro de 2014. 

Maio de 2018, marcado pela greve de caminhoneiros, ainda é o ponto mais baixo da série histórica da PMS, 15,7% abaixo do nível de atividade do pico. "De lá para cá, o setor de serviços não encontrou uma dinâmica de recuperação clara", afirmou Lobo.

O pesquisador destacou ainda que a queda de 2,3% no volume de serviços prestados em março ante março de 2018 interrompeu uma sequência de sete meses de alta nessa base de comparação, iniciada em agosto de 2018. 

Ainda assim, essa queda foi marcada pelo efeito calendário, já que março deste ano teve dois dias úteis a menos do que em 2018, por causa do carnaval. Segundo Lobo, se fosse feito o ajuste sazonal nessa base de comparação, o volume de serviços prestados registraria estabilidade ante março de 2018. 

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