Setor de tintas sofrerá novo reajuste nas embalagens

A indústria de latas para tintas e vernizes prevê novo reajuste até o final do ano. Desta vez será por conta da data-base dos trabalhadores, em novembro, cujo reajuste será de 8% a 10%. A remuneração da mão-de-obra representa 35% dos custos totais de produção.O novo reajuste será o quinto efetuado no ano. Os anteriores, na maioria por conta do aumento de 42% do preço do aço, no acumulado de janeiro a outubro, foram de 12% (janeiro), 2,44% (maio), 12% (agosto) e 11,5% (outubro). O aço representa 65% dos custos de produção das latas.Fontes do mercado de embalagens dizem que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vem reduzindo a diferença entre o preço nacional e o praticado no exterior. Com isso, a tonelada do aço, que custava cerca de US$ 800 no Brasil, vai se aproximando de US$ 1.200, cotação internacional.Os produtores de latas argumentam com a siderúrgica que o aumento está muito acima da inflação interna e que no período não houve variação do dólar que justifique tais aumentos. Segundo as fontes, a CSN, por sua vez, alega que o carvão utilizado na produção da folha de flandres é importado e que seus custos têm aumentado constantemente.

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