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''''Setor elétrico não sofrerá desastre''''

Aneel critica estudo do Acende Brasil que aponta risco de apagão e diz que desafios são ''''equacionáveis''''

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, afirmou ontem que o setor elétrico brasileiro não sofrerá uma ''''tragédia anunciada'''', em referência às manchetes sobre o acidente com o avião da TAM em São Paulo. ''''Não vejo risco de desastre. Há desafios perfeitamente equacionáveis'''', disse Kelman, ao ser premiado como personalidade do ano pelas distribuidoras de energia.Ele comentava estudo recém-divulgado pelo Instituto Acende Brasil, afirmando que o risco de racionamento em 2011 chega a 28%. ''''O estudo não considera uma série de fatores já equacionados'''', afirmou, referindo-se a questões como as regras para participação de térmicas a gás e o grande número de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) já concedidas, mas ainda não iniciadas.Kelman afirmou que a Aneel vai forçar os investidores a iniciarem as obras das PCHs concedidas, sob o risco de caducidade das concessões. ''''Estamos notificando as empresas: ou fazem as obras ou terão a concessão cassada.'''' Ele citou ainda o potencial da biomassa, que, apenas em Goiás e Mato Grosso, pode produzir 5 mil megawatts (MW).O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, também criticou o estudo do Acende Brasil. ''''Eu confio nos estudos do Operador Nacional do Sistema (ONS), que apontam risco de racionamento abaixo de 5% para todos os anos.''''Ele informou que o governo estuda reabrir o edital para o próximo leilão de energia, uma vez que as novas regras para as térmicas devem permitir a entrada de novos projetos.MADEIRAHubner informou que o governo pretende anunciar, na primeira semana de agosto, o modelo do leilão das usinas do Rio Madeira. A idéia é apresentar uma proposta para ser discutida em audiência pública. Hubner admitiu que, para cumprir os prazos, a disputa deve ser adiada em algumas semanas, para meados de agosto.O ministro não quis dar detalhes do modelo em estudo para o leilão nem esclareceu como ficará a situação de Furnas, que tem contrato de exclusividade para participação da concorrência com a Odebrecht.

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