Setor elétrico precisará de nova ajuda, diz professor

Crescem as pressões do mercado para que o governo crie mais um programa de ajuda às empresas elétricas, especialmente para as distribuidoras. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adriano Pires afirmou nesta terça-feira, durante seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que em breve haverá necessidade de um pacote nos mesmos moldes do criado para socorrer o setor de aviação. "Se o governo não fizer alguma coisa, essas empresas vão embora", afirma Pires.Durante o evento, circularam rumores de que já haveria conversações entre o setor e o BNDES para a liberação de um financiamento para as empresas. Segundo fontes, o acordo fechado no fim do ano passado não foi suficiente para cobrir as perdas das distribuidoras. A esperança era de que a revisão tarifária recuperasse os prejuízos. Mas, com a decisão da Aneel de usar como base de remuneração o valor de mercado dos ativos, as perdas não deverão ser recuperadas, afirmou um executivo do setor.Para o professor da UFRJ, a atual situação das elétricas é de penúria. "O acordo assinado no ano passado foi apenas uma injeção de ânimo, mas não resolveu os problemas das empresas." Ele argumentou ainda que o próximo governo vai ter uma "bomba-relógio" no setor elétrico e, por isso, terá de agir logo para não deparar outra vez com um racionamento. "É preciso aproveitar os próximos dois anos, em que há folga no sistema elétrico, e decidir o que se quer fazer no setor."O mais importante, segundo especialistas, é ter a regra do jogo, independente de ser boa ou ruim. Somente desta forma a iniciativa privada terá condições de investir no setor, afirma Pires.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.