José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Setor externo tem superávit de US$ 1,2 bilhão em maio

Resultado é o melhor para o mês desde 2004; gastos líquidos dos brasileiros em viagem ao exterior caíram 32% na comparação anual

REUTERS

24 Junho 2016 | 12h43

As transações correntes do Brasil fecharam maio com superávit de US$ 1,2 bilhão, melhor desempenho para maio desde 2004 (US$ 1,437 bilhão). Apesar disso, o déficit em 12 meses subiu a 2,87% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 2,63% no mês anterior. Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de superávit maior, de 1,904 bilhão de dólares no mês.

Por outro lado, os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 6,145 bilhões no mês passado, acima da projeção de analistas de US$ 5,8 bilhões. O resultado das contas externas foi puxado principalmente pela balança comercial, positiva em US$ 6,251 bilhões, contra superávit de US$ 2,466 bilhões no mesmo mês do ano passado.

O BC informou ainda que os gastos líquidos dos brasileiros em viagem ao exterior caíram 32% na comparação anual, a US$679 milhões em maio, enquanto as remessas de lucros e dividendos recuaram 12,3%, a US$ 1,706 bilhão. Nos cinco primeiros meses do ano, o déficit em transações correntes somouUS$ 5,966 bilhões, bem abaixo dos US$ 35,325 bilhões de igual período de 2015.

Projeção. O Banco Central melhorou novamente sua projeção para o déficit em transações correntes do Brasil para este ano, a US$ 15 bilhões, US$ 10 bilhões a menos do esperado até então, diante da balança comercial mais forte, ajudada pela fraqueza da economia.

Se confirmado, será o melhor resultado desde 2007, quando houve superávit de US$ 408 milhões. No ano passado, o rombo na conta corrente do país ficou em US$ 58,882 bilhões. Com o dólar mais alto frente ao real e com a atividade deprimida, as importações vêm caindo em ritmo acentuado.

Num reflexo dessa dinâmica, o BC passou a ver superávit comercial de US$ 50 bilhões neste ano, ante estimativa de US$ 40 bilhões. O BC também ajustou as contas para o Investimento Direto no País (IDP) no ano, a US$ 70 bilhões, acima dos US$ 60 bilhões da última vez em que fez estimativas sobre as contas externas, em março.

A queda do déficit em transações externas é positiva pois implica menor necessidade de financiamento internacional para a economia, deixando o país menos exposto à volatilidade dos mercados.

 

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