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Setor financeiro tem a maior estabilidade do emprego no País

O setor financeiro é o que tem maior estabilidade do emprego no País. É o que mostra pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Previdência Social, que traz, pela primeira vez, um índice de estabilidade de emprego. Esse novo indicador mede a proporção de empregados com mais de cinco anos no emprego em relação aos trabalhadores que estão em fase de experiência de até três meses. No setor financeiro, o índice de estabilidade apurado pelo Ministério da Previdência é de 13,53. Nas instituições financeiras, para cada 13 pessoas com mais de cinco anos no emprego há um trabalhador em experiência. O setor de construção civil, que tradicionalmente apresenta alta rotatividade de trabalhadores, teve o pior índice de estabilidade, de apenas 0,42. Isso significa que nesse setor há 2,4 trabalhadores em fase de experiência para cada empregado estável. A pesquisa mostrou também que o Nordeste é a região com maior índice de estabilidade de emprego do País. No Nordeste, onde o índice é de 2,24, existem mais de dois trabalhadores estáveis para cada empregado em experiência. O Centro-Oeste é a região com menor estabilidade, com índice de 1,69. A região Norte teve índice de 1,72. A região sudeste de 2,15 e a Sul de 2,02. O índice geral do Brasil é de 2,05, o que mostra que para cada trabalhador com carteira assinada mas em período de experiência no País, existem dois outro com empregos relativamente estáveis. Para o ministro da Previdência Social, José Cechin, o alto índice alto de estabilidade nas instituições financeiras pode estar relacionado ao fato de que esse é um setor que exige grande qualificação profissional e que passou na década passada por um profundo ajuste. O setor da área de administração pública também teve índice elevado, de 10,06. Segundo o ministro, índices mais altos em Estados menos industrializados podem significar que não está ocorrendo formação de novas empresas, com geração de empregos. Por outro lado, índices menores em alguns Estados, como na região Centro-Oeste, onde, por exemplo, no Mato Grosso o índice é de 0,86, podem revelar a ocorrência de renovação e crescimento de empresas novas, com trabalhadores com pouco tempo de serviço. O ministro disse que os resultados da pesquisa por setor econômico podem servir de base para a fiscalização do Ministério. "Quanto há muito movimentação de trabalhadores é mais fácil que tenha informalidade. Pode ser um sinal de que o setor tem que ser fiscalizado", disse. No setor agropecuário, o índice de estabilidade é de 1,61; na indústria leve de 1,94; na indústria pesada, 3,72; no comércio, 1,05; no setor de serviços, 2,04 e no setor de transportes, 3,41. A pesquisa do Ministério da Previdência não aponta os motivos que podem estar influenciando um maior ou menor estabilidade. Segundo o ministro, caberá agora aos pesquisadores da área acadêmica aprofundarem a discussão. A pesquisa foi feita com dados de novembro do ano passado.

Agencia Estado,

22 de março de 2002 | 15h52

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