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Setor logístico sofre com falta de mão de obra

Quase 80% das empresas que responderam a pesquisa da Fundação Dom Cabral reclamaram do custo da mão de obra no setor logístico. Atualmente, um dos maiores gargalos do País é a falta de motoristas de caminhão. Calcula-se que o déficit atinja 13% da frota das empresas (ou cerca de 100 mil motoristas). Mas a mão de obra para outros serviços logísticos, como operadores de máquinas na armazenagem, também tem sido escassa, diz o professor da Dom Cabral, Paulo Resende.

O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2014 | 02h04

De olho nessa carência, a ID Logistics - uma operadora logística francesa, com presença em 14 países - decidiu apostar na formação de profissionais. Em 2005, a empresa fundou uma instituição de assistência a jovens carentes da Baixada Fluminense e Duque de Caxias (RJ), chamada Idebra. Até o início do ano, as atividades eram voltadas para o esporte e para a cultura.

Mas, a partir de maio, a instituição resolveu auxiliar os jovens no primeiro emprego, oferecendo capacitação profissional na área de logística. O curso, de auxiliar de operações logísticas, tem grade e certificação do Senac. O primeiro módulo vai durar seis meses e tem 31 alunos da Comunidade Beira Mar, de Duque de Caxias. O segundo vai ocorrer no ano que vem e será um curso técnico. "Nosso objetivo é absorver essa mão de obra na ID Logistics", afirma o gerente executivo do Idebra, Eduardo Pane.

Ele explica que a escolha pelo curso de logística está associada ao negócio da ID, mas também por causa do processo de construção de galpões na Baixada Fluminense. "Do lado da ID já tem um galpão e estão construindo outro. A demanda por mão de obra é grande." /R.P.

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