Setor privado argentino pede ajuda para dívida externa

Os empresários argentinos pedem que o governo e o Fundo Monetário Internacional ajudem a encontrar uma solução para a dívida externa privada, que dobrou após a desvalorização do peso. Três empresários dos setores petroleiro, infra-estrutura, transporte, serviços e supermercados disseram hoje que o setor privado argentino vive a ameaça de uma paralisação total da atividade produtiva.Oscar Vicente, da multinacional Pérez Companc e petroleira; Benino Roggio, da construção; e Alfredo Cotto, da câmara de hipermercados, afirmaram que as empresas quebrarão se não houver uma reprogramação dos vencimentos das dívidas e das taxas de juros. Durante um seminário realizado pela Universidade Católica da Argentina, os empresários alertaram que o país corre o risco de perder totalmente suas empresas. A dívida externa privada está calculada em cerca de US$ 50 bilhões. Segundo o secretário de Finanças, Lisandro Barry, o está preocupado, mas o assunto é de muita envergadura para ser decidido sem um estudo, um planejamento". Em conversa com alguns correspondentes estrangeiros, o secretário disse que a equipe econômica está estudando o assunto, "inclusive com o Banco Mundial, para saber qual o melhor caminho a seguir".

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