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Setor privado da Alemanha contrai pela 1ª vez desde novembro--PMI

O setor privado da Alemanha encolheu pela primeira vez em cinco meses em abril, mostrou nesta terça-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), sugerindo que a maior economia da Europa pode ter uma nova contração depois de uma esperada recuperação no primeiro trimestre.

Reuters

23 de abril de 2013 | 08h26

O PMI composto preliminar do instituto Markit, que mede tanto o crescimento no setor industrial como no de serviços e que juntam respondem por mais de dois terços da economia alemã, caiu para 48,8 em abril ante 50,6 no mês anterior.

Foi a primeira queda do índice abaixo da marca de 50 --que separa crescimento de contração-- desde novembro e marcou a leitura mais fraca desde outubro. O economista-chefe do Markit, Chris Williamson, disse que a pesquisa marca o início de uma tendência de queda.

"Apesar de termos visto evidências de que a economia se recuperou bem no primeiro trimestre após uma forte queda surpreendente no final do ano passado, há sugestões de que nós podemos ver uma nova queda no segundo trimestre", disse ele.

O motor do crescimento econômico da Europa encolheu 0,6 por cento no final de 2012, à medida que o comércio desacelerou e as empresas adiaram investimentos devido à crise da zona do euro. Mas economistas consultados pela Reuters esperam que a economia escape de uma recessão e cresça 0,3 por cento nos três primeiros meses do ano e 0,4 por cento no segundo trimestre.

Williamson disse que as pesquisas PMI sugerem que a economia expandiu 0,3 por cento nos três primeiros meses do ano, mas que a leitura preliminar de abril aponta para uma contração de pelo menos 0,1 por cento no segundo trimestre.

O subíndice que mede o setor industrial caiu no ritmo mais rápido desde dezembro, ao passo que a produção caiu após três meses seguidos de expansão. O PMI industrial recuou para 47,9 em abril ante 49,0 em março.

O setor de serviços da Alemanha também teve desempenho ruim, com o índice da atividade no setor caindo para 49,2, o nível mais fraco desde outubro, ante 50,9 em março.

(Reportagem de Michelle Martin)

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