finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Setor privado da zona do euro acelera em fevereiro

Apesar de ter crescido mais do que o esperado, a expansão da atividade no setor está induzindo a alta dos preços

Reuters,

21 de fevereiro de 2011 | 07h25

A atividade no setor privado da zona do euro cresceu mais que o esperado neste mês, em particular nas fábricas do bloco, mas a expansão acelerada está induzindo a alta dos preços, mostraram pesquisas nesta segunda-feira.

A Alemanha, maior economia europeia, continuou a liderar o crescimento, mas as economias mais fracas, que vinham ficando para trás, também ganharam ímpeto em fevereiro.

O índice Markit preliminar para o setor manufatureiro da zona do euro ficou perto da máxima em 11 anos de 59,0, ante 57,3 em janeiro, superando expectativas de 57,3. O índice de produção subiu de 59,4 para 61,1, o maior nível desde abril de 2010.

O índice preliminar para o setor de serviços subiu de 55,9 para 57,2, a maior leitura desde agosto de 2007, marcando o 18o mês acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Economistas previam apenas uma leve alta, para 56,0.

Alemanha: atividade no setor industrial atingiu recorde

O ritmo de crescimento da atividade do setor privado da Alemanha continuou ganhando força em fevereiro e no setor industrial atingiu um nível recorde, de acordo com dados divulgados pela Markit.

O índice de atividade composto da Alemanha obtido por meio de entrevistas com empresas dos setores industrial e de serviços subiu para 61,5 em fevereiro, de 61,3 em janeiro, em dado preliminar. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade, enquanto leituras abaixo desse nível sugerem contração.

O índice de atividade industrial avançou para 62,6 em fevereiro, um novo recorde, ante 60,5 em janeiro. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam um leve queda no indicador, para 60,3. O índice de atividade do setor de serviços recuou para 59,5 neste mês, de 60,3 no mês passado, e ficou abaixo da leitura estimada pelos analistas, de 60,0.

"A Alemanha parece estar no caminho para uma recuperação acentuada no crescimento do Produto Interno Bruto durante o primeiro trimestre, puxada pelo setor industrial, mas também auxiliada pelo fortalecimento na recuperação do setor de serviços e por uma retomada na produção do setor de construção", afirmou Tim Moore, economista sênior da Markit, em um comunicado.

Negócios

O índice de clima para negócios na Alemanha medido pelo instituto de pesquisas IFO subiu para 111,2 em fevereiro, um recorde histórico, de 110,3 em janeiro. O resultado superou a previsão dos economistas de que o índice permaneceria inalterado. Esse foi o nono aumento seguido no dado.

O subíndice da avaliação das condições atuais melhorou para 114,7 em fevereiro, de 112,8 em janeiro, enquanto o subíndice que reflete as expectativas para os próximos seis meses subiu para 107,9, de 107,8.

O IFO afirmou que "a melhora na Alemanha é robusta" e observou que os exportadores esperam que os negócios se acelerem novamente nos próximos seis meses, depois de uma leve desaceleração recentemente.

(Com informações da Agência Estado e Dow Jones)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROEUROPAMANUFATURA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.