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Setor privado da zona do euro acelera; preços sobem

A atividade no setor privado da zona do euro cresceu mais que o esperado neste mês, em particular nas fábricas do bloco, mas a expansão acelerada está induzindo a alta dos preços, mostraram pesquisas nesta segunda-feira.

JONATHAN CABLE, REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 10h28

A Alemanha, maior economia europeia, continuou a liderar o crescimento, mas as economias mais fracas, que vinham ficando para trás, também ganharam ímpeto em fevereiro.

O índice Markit preliminar para o setor manufatureiro da zona do euro ficou perto da máxima em 11 anos de 59,0, ante 57,3 em janeiro, superando expectativas de 57,3. O índice de produção subiu de 59,4 para 61,1, o maior nível desde abril de 2010.

O índice preliminar para o setor de serviços subiu de 55,9 para 57,2, a maior leitura desde agosto de 2007, marcando o 18o mês acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Economistas previam apenas uma leve alta, para 56,0.

Preocupantes para as autoridades monetárias, os custos de matéria-prima e energia tiveram a maior alta dos 14 anos de pesquisa. O índice de preços de insumos no setor manufatureiro subiu de 79,2 para 85,7 neste mês.

O índice de preços finais também atingiu a máxima recorde, sugerindo que as empresas estão passando parte da inflação aos consumidores.

A inflação na zona do euro aumentou mais que o esperado em janeiro, para 2,4 por cento, acima do limite de 2 por cento pretendido do Banco Central Europeu (BCE).

Uma leitura preliminar mostrou que o setor manufatureiro da China foi derrubado pelo aperto monetário e pelo feriado do ano-novo lunar, com as fábricas crescendo no menor ritmo em 7 meses.

EXPANSÃO MENOR NA CHINA

Se essa tendência continuar, a expansão da zona do euro pode desacelerar também. A China é um importante mercado para as exportações do bloco, especialmente para a Alemanha.

O índice do setor de serviços alemão caiu de 60,3 para 59,3 em fevereiro, mas o crescimento do setor manufatureiro ganhou velocidade, atingindo a máxima recorde no índice Markit.

Na França, a recuperação do setor privado acelerou. O índice composto para os setores manufatureiro e de serviços da França subiu de 57,6 para 59,5 neste mês, o maior nível desde agosto.

"A diferença entre França e Alemanha está diminuindo em termos de produção, mas a diferença em relação ao resto da zona do euro também está diminuindo. O setor manufatureiro fora de França e Alemanha está crescendo de forma positiva agora", disse Chris Williamson, do Markit.

O índice composto para ambos os setores da zona do euro subiu de 57,0 para 58,4 neste mês, contrariando expectativas de 56,9 e mercando a maior leitura desde julho de 2006.

Se forem confirmados, os números estão em linha com um crescimento de cerca de 0,7 por cento no primeiro trimestre, disse o Markit.

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