Marcos Santos/USP Imagens
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Setor público registra em julho pior déficit primário desde 2001

Resultado para o mês passado foi de déficit primário de R$ 10 bilhões; no acumulado do ano até o mês de julho, governo registra superávit primário de R$ 6,2 bilhões, equivalente a 0,19% do PIB

O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2015 | 10h38

O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobrás e Eletrobrás) apresentou déficit primário de R$10 bilhões em julho, após registrar um rombo de R$ 9,3 bilhões em junho.

Foi o terceiro mês consecutivo que o governo não conseguiu fazer superávit primário, ou seja, não economizou dinheiro para pagar os juros da dívida pública.

Segundo o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, o déficit primário de julho é pior já registrado para o mês. De acordo com ele, em praticamente todas as bases de observação tratam-se dos piores resultados da série de dados do Banco Central, que teve início em dezembro de 2001. 

Segundo Rocha, os resultados fiscais estão "fortemente impactados" pelo ritmo da atividade econômica do País. "Temos uma economia fraca, em recessão e, tudo o mais constante, derruba a arrecadação também", disse. "Estes são os fatores principais para as contas fiscais este ano. Vocês viram os dados do PIB na manhã de hoje", continuou. 

O déficit primário consolidado do mês passado ficou perto do teto das previsões coletadas pelas Agência Estado em 16 instituições financeiras. As estimativas iam de déficit primário de R$ 6 bilhões a R$ 10,4 bilhões.

No ano até julho, há superávit primário de R$ 6,2 bilhões, o equivalente a 0,19% do Produto Interno Bruto (PIB). Em julho de 2014 havia superávit primário maior, de R$ 24,7 bilhões. 

Vale lembrar que em julho o governo cortou a meta de superávit primário do ano de 1,1% do PIB para 0,15% do PIB (R$ 8,747 bilhões).

O número acumulado em 12 meses (julho a julho) mostra déficit primário de R$ 51 bilhões (ou 0,89% do PIB), ante déficit de R$ 45,7 bilhões (0,80% do PIB) no mês de junho.

A dívida líquida do setor público caiu para 34,2% do PIB em julho ante 34,6% de junho (dado revisado). Em dezembro de 2013, ela estava em 33,6% do PIB e, ao final do ano passado, em 34,1%.

(Com informações de Célia Froufe e Victor Martins, da Agência Estado)

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