Setor público fecha agosto com dívida líquida de R$ 784 bi

A dívida líquida do setor público fechou o mês de agosto em R$ 784,061 bilhões, valor correspondente a 58,3% do PIB. As informações foram divulgadas pelo Departamento Econômico do Banco Central. O montante é menor do que a dívida de R$ 819,376 bilhões de julho último, que equivalia a 61,9% do PIB. Em dezembro do ano passado, a dívida líquida do setor público estava em R$ 660,867 bilhões, que correspondiam a 53,3% do PIB. O déficit nominal do setor público sem câmbio foi de R$ 4,715 bilhões em agosto, ante um déficit de R$ 1,244 bilhão em julho e déficit de R$ 4,851 bilhões em agosto do ano passado. O governo central (governo federal, Previdência e BC) fechou o mês de agosto com déficit nominal sem câmbio de R$ 8,495 bilhões, enquanto os governos regionais (governos estaduais e municipais) tiveram, no mesmo período, déficit nominal de R$ 1,002 bilhão. As empresas estatais federais, estaduais e municipais registraram, em contrapartida, superávit nominal de R$ 4,782 bilhões, em agosto último.O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou que o resultado das contas públicas de agosto garante o cumprimento da meta estabelecida no acordo com o FMI para setembro. "É perfeitamente factível o cumprimento da meta de um superávit primário de R$ 41 bilhões para setembro", disse Lopes. Em agosto, as contas públicas tiveram um superávit primário de R$ 4,476 bilhões e no acumulado dos oito primeiros meses do ano esse superávit é de R$ 37,358 bilhões. Para que a meta firmada com o FMI seja cumprida, o setor público consolidado terá que registrar em setembro um superávit primário mínimo de R$ 3,642 bilhões.

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