Setor público registra superávit de R$ 6,614 bi em julho

O superávit primário do setor público não-financeiro foi de R$ 6,614 bilhões no mês de julho. Neste cálculo estão incluídas todas as receitas e despesas dos três níveis de governo mais estatais, e deduzidos os gastos com juros.O resultado é inferior ao de junho, que fechou com R$ 7,915 bilhões, mas é o melhor obtido em meses de julho, desde 1991, quando o Banco Central começou a fazer o levantamento, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.Além disso, o acumulado no ano, até julho, chega a R$ 52,796 bilhões, ou 5,59% do Produto Interno Bruto (PIB), cujo valor estimado para o ano é de R$ 1,677 trilhão.As contas do governo federal (Tesouro, Previdência e Banco Central), no mês de julho, registraram superávit de R$ 4,047 bilhões, enquanto estados e municípios contabilizaram saldo positivo de R$ 1,394 bilhão e as empresas estatais somaram resultado de R$ 1,173 bilhão.No acumulado do ano, os saldos chegam a R$ 39,633 bilhões (4,2% do PIB) no governo central, R$ 11,576 bilhões (1,23% do PIB) nos governos regionais e R$ 1,587 bilhão nas estatais.Os números do governo central diferem nas contas do Tesouro Nacional (divulgadas ontem ? veja link abaixo) e do BC, o que às vezes gera confusão para o leitor. O Tesouro considera os valores contratados, mas nem sempre lançados no mesmo mês, enquanto o Departamento Econômico do BC leva em conta apenas os dados efetivamente contabilizados. Por isso, diz-se que são números "consolidados".Diferença de númerosDe acordo com o Tesouro, o superávit das contas do governo central foi de R$ 3,641 bilhões em julho, enquanto o BC fala em R$ 4,047 bilhões e ainda soma as contas de estados, municípios e empresas estatais para chegar a R$ 6,614 bilhões. Em função disso, o Tesouro aponta, no acumulado do ano, superávit de apenas R$ 37,980 bilhões (4,02% do PIB), enquanto o BC soma R$ 52,796 bilhões (5,59% do PIB).Em ambos os casos, porém, os resultados estão acima das metas fixadas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê superávit primário de 2,45% do PIB, em 2004, para as contas do Tesouro, Previdência e BC; bem como para a meta do superávit primário nos três níveis de governo mais estatais, que deve ser equivalente a 4,25%.Altamir Lopes ressaltou que no acumulado dos últimos doze meses o superávit primário (total) registrou R$ 74,6 bilhões (4,65% do PIB), ante soma anual de R$ 72,3 bilhões (4,54% do PIB) no mês anterior, o que demonstra, segundo ele, que a política fiscal do setor público mantém uma trajetória positiva, como reflexo da retomada da atividade econômica sobre os níveis de arrecadação.As informações são da Agência Brasil.

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