Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Setor público tem déficit primário de R$ 13 bi em maio, o menor para o mês desde 2017

Meta para o ano é de déficit de R$ 132 bilhões; dívida bruto do governo geral chegou a R$ 5,481 trilhões, o que representa 78,7% do PIB

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 12h06

BRASÍLIA - O setor público consolidado, que inclui Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobrás e Eletrobrás, apresentou déficit primário de R$ 13,008 bilhões em maio, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 28. O resultado representa o menor déficit para o mês desde maio de 2017, quando foi de R$ 30,736 bilhões. Em abril, havia sido registrado superávit de R$ 6,637 bilhões.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de déficit de R$ 21,012 bilhões a déficit de R$ 12,000 bilhões.

O resultado fiscal de maio foi composto por um déficit de R$ 13,190 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 1,237 bilhão no mês. Enquanto os Estados registraram superávit de R$ 1,007 bilhão, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 230 milhões. As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 1,055 bilhão.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 132 bilhões para 2019. No caso do Governo Central, a meta é de déficit de R$ 139,0 bilhões. Em 12 meses até maio, o setor público acumula déficit primário de R$ 100,359 bilhões, equivalente a 1,44% do PIB.

Resultado de janeiro a maio

De janeiro a maio, as contas do setor público acumularam superávit primário de R$ 6,966 bilhões, o equivalente a 0,24% do Produto Interno Bruto (PIB).

O superávit fiscal no ano até maio ocorreu apesar do déficit de R$ 12,462 bilhões do Governo Central (0,43% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 19,132 bilhões (0,66% do PIB) no período. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 17,432 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 1,700 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 296 milhões no período.

O tamanho da dívida

A dívida bruta do Governo Geral fechou maio em R$ 5,481 trilhões, o que representa 78,7% do PIB, pouco menor que o registrado em abril, quando chegou a 79,0% do PIB. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta foi de 51,5% do PIB.

A dívida bruta do Governo Geral é uma das principais referências para a avaliação, por parte das agências globais de rating, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a dívida líquida do setor público passou de 54,4% para 54,7% do PIB em maio de 2019, atingindo R$ 3,812 trilhões.

O gasto com juros do setor público consolidado foi de R$ 34,550 bilhões no mês passado, depois de despesa ter atingido R$ 34,685 bilhões em abril, segundo o BC. A despesa com juros foi de R$ 29,962 bilhões no governo central, de R$ 4,103 bilhões nos governos regionais e de R$ 484 milhões nas estatais.

No ano até maio, esse gasto somou US$ 163,716 bilhões, o que representa 5,67% do PIB. E em 12 meses até maio, R$ 384,374 bilhões (5,52% do PIB).

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