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Setor público tem superávit primário recorde para meses de agosto

As contas do setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) apresentaram, em agosto, um superávit primário de R$ 13,182 bilhões. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, o resultado é recorde para meses de agosto. A série histórica do BC teve início em 1991. Em julho de 2006, o resultado positivo foi de R$ 5,615 bilhões, e, em agosto do ano passado, R$ 10,186 bilhões. No acumulado do ano, o superávit está em R$ 75,951 bilhões, equivalente a 5,69% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual período do ano passado, o superávit acumulado até agosto, era de R$ 78,931 bilhões - ou 6,32% do PIB. Em doze meses, o superávit das contas do setor público, até agosto, está em R$ 90,525 bilhões - o equivalente a 4,47% do PIB, valor acima da meta prevista para este ano, que é de 4,25% do PIB. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, as contas do Governo Central (governo federal, Previdência e BC) apresentaram em agosto de 2006, um superávit primário de R$ 7,228 bilhões. Os governos regionais (Estados e municípios) registraram no mês um superávit primário de R$ 833 milhões, enquanto os governos dos Estados tiveram um superávit de R$ 949 milhões, os municípios tiveram déficit primário de R$ 117 milhões. As empresas estatais (federais, estaduais e municipais) registraram um superávit primário de R$ 5,122 bilhões. As empresas federais contribuíram para esse resultado com um superávit de R$ 2,765 bilhões, as empresas estaduais, com R$ 2,341 bilhões, e as municipais, com R$ 16 milhões. "O resultado é bastante positivo. Todas as esferas foram superavitárias", comentou Altamir. Ele destacou o resultado das contas do governo central como a principal esfera de governo que contribuiu para o saldo positivo nas contas do setor público. Segundo ele, o superávit do governo central em agosto foi o melhor da série para o mês.DéficitAs contas do setor público apresentaram em agosto um déficit nominal de R$ 2,387 bilhões. Segundo dados do BC, contribuíram para esse resultado as despesas com juros no mês, de R$ 15,569 bilhões, que superaram o superávit primário de R$ 13,182 bilhões obtido no mês. No acumulado do ano até agosto, o déficit nominal está em R$ 34,713 bilhões, o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado o déficit nominal era bem menor: R$ 26,756 bilhões ou 2,14% do PIB. De janeiro a agosto deste ano as despesas com juros nominais totalizaram R$ 110,665 bilhões, o que corresponde a 8,29% do PIB, ante R$ 105,688 bilhões (8,46% do PIB) no mesmo período do ano passado. Em 12 meses até agosto, o déficit nominal já chega a R$ 71,597 bilhões, o equivalente 3,54% do PIB. No mesmo período, as despesas com juros em 12 meses somam R$ 162,123 bilhões, ou 8,01% do PIB. DívidaA dívida líquida do setor público caiu em agosto em relação a julho de 50,5% para 50,3% do PIB. Em valores absolutos, a dívida líquida aumentou em agosto em relação a julho de R$ 1,030 trilhão para R$ 1,033 trilhão. Em relação ao final do ano passado, quando a dívida estava em 51,5% do PIB, a queda do nível de endividamento acumulada este ano é de 1,2 ponto percentual. "A redução da relação entre a dívida líquida e o PIB ao longo do ano foi influenciada pelo resultado primário que contribuiu com 3,7 pontos percentuais do PIB nessa redução", diz nota divulgada nesta quarta pelo Depec. Altamir previu que a relação dívida líquida do setor público e PIB deve fechar o mês de setembro em 50,3%. O valor é semelhante ao registrado em agosto. A previsão para setembro leva em consideração uma taxa de câmbio de R$ 2,19. Para o final do ano, Altamir Lopes previu que a dívida líquida fique em 50,5% do PIB. Segundo ele, a tendência dessa relação é decrescente com a manutenção da meta de superávit primário de 4,25% do PIB. A nota do Depec também destaca que o crescimento do PIB valorizado deu uma contribuição adicional de 2,7 pontos percentuais para a queda da dívida. A valorização cambial de 8,6% acumulada no ano garantiu uma ajuda na redução do endividamento de 0,3 ponto percentual. Em contrapartida, os juros nominais apropriados e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida contribuíram para aumentar a dívida em 5,4 pontos percentuais e em 0,2 ponto percentual, respectivamente. Ainda de acordo com o BC, a dívida bruta do governo geral (governo federal, governos federais e governos municipais) terminou o mês de agosto em R$ 1,472 trilhão (71,6% do PIB). Em julho, a dívida bruta estava em R$ 1,451 trilhão (71,2% do PIB). Apesar do aumento, em termos relativos ao PIB, a dívida em agosto é menor do que o verificado no final do ano passado, quando a dívida representava 74,7% do PIB. Mas, em termos absolutos, a dívida em agosto é superior: no final do ano passado, a dívida do governo geral somava R$ 1,453 trilhão. EmpresasAs empresas estatais (federais, estaduais e municipais) acumulam, no período de janeiro a agosto deste ano, um superávit primário de R$ 12,525 bilhões, equivalente a 0,94% do PIB, de acordo com as informações do BC. Em igual período do ano passado, as estatais registraram superávit de R$ 11, 084 bilhões. As empresas estatais federais acumulam, nos oito primeiros meses de 2006, um resultado positivo de R$ 7,424 bilhões, valor menor do que o registrado em igual período ao no passado, que foi de R$ 8,705 bilhões. As empresas estatais estaduais, no mesmo período comparativo, registram, em 2006, um superávit de R$ 5,087 bilhões. O resultado é o maior da série para todos os meses, segundo Altamir. Ele foi influenciado pela operação de capitalização de uma empresa de energia com o lançamento primário de ações no valor de R$ 3,199 bilhões. O chefe do Depec não informou o nome da empresa. Mas a única empresa que fez uma operação desse tamanho foi a Cesp. Em igual período do ano passado, essas estatais tiveram superávit de R$ 2,316 bilhões.Já as municipais acumulam, de janeiro a agosto, um superávit primário de apenas R$ 14 milhões. Em igual período do ano passado, tiveram resultado positivo de R$ 63 milhões. Em 12 meses, até agosto, as estatais federais, estaduais e municipais acumulam um superávit primário de R$ 17,881 bilhões, equivalente a 0,88 do PIB. Esse resultado está acima da meta das empresas estatais em 2006, que é de 0,85% do PIB.Matéria alterada às 11h48 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

27 de setembro de 2006 | 11h22

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