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Setor químico aponta retração da indústria em junho

Considerado um termômetro da atividade industrial brasileira, o setor de produtos químicos mostra que a economia nacional chegou ao final do primeiro semestre com números pouco animadores. O indicador de produção de itens químicos de uso industrial, utilizados por indústrias em geral, registrou queda de 3,48% em junho na comparação com o mês anterior. Em relação a junho do ano passado, os dados preliminares divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) apontaram queda de 1,66%.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 09h52

A retração do volume produzido acompanhou a contração das vendas internas. Na comparação com maio desde ano, o volume de negócios encolheu 5,04%. "Tal comportamento contraria uma tradição do segmento, que, nesta época do ano, geralmente, exibe melhora nos volumes produzidos e comercializados", destaca a entidade em relatório. Ante junho do ano passado, contudo, o indicador apresentou oscilação positiva de 3,12%.

Os números do final do primeiro semestre levaram o setor a registrar taxa de utilização de capacidade instalada de 74% em junho, no menor nível desde fevereiro de 2011. Naquela época, lembra a entidade, a ociosidade na cadeia de produtos químicos de uso industrial apresentou níveis reduzidos por causa de um apagão elétrico que atingiu a Região Nordeste, com destaque para o complexo de Camaçari (BA). Neste ano, a queda do indicador também reflete a interrupção de operações em fábricas, mas desta vez por culpa de operações programadas de manutenção.

É a segunda vez consecutiva que a taxa de utilização de capacidade fica abaixo de 80%. Em maio, o indicador havia alcançado 78%. Os dois números derrubaram a média do setor no primeiro semestre, que ficou em 81%. Em março, no auge alcançado em 2012, o indicador atingiu 87%.

Semestre

A despeito dos números desfavoráveis de junho, o setor conseguiu encerrar o primeiro semestre com expansão de vendas domésticas e produção. O índice de vendas internas teve alta de 8,71%, acompanhado por uma expansão de 4,61% na produção, ambos os números alavancados pelos resultados do primeiro trimestre. "Vale ressaltar, todavia, que, na comparação com o ano passado, uma parte expressiva desse desempenho pode ser atribuída à base deprimida de comparação", afirma a Abiquim, em referência ao apagão na Região Nordeste. Quando considerados apenas os dados preliminares do segundo trimestre, as vendas cresceram em ritmo mais discreto, de 4,78%, e a produção encolheu 0,63%.

Para a entidade, o resultado mais robusto da indústria química nos primeiros meses deste ano reflete também um movimento de reposição de estoques em diversas cadeias e a ocorrência de compras preventivas, motivadas pela expectativa de elevação dos preços de produtos químicos derivados do petróleo e da nafta petroquímica. "Todavia, a partir do início do segundo trimestre, alguns desses efeitos parecem ter se esgotado e tanto a produção quanto as vendas internas exibiram recuos, motivados pela diminuição do ritmo de atividade de importantes segmentos consumidores de produtos químicos", alerta a entidade.

A análise é sustentada pelo indicador de consumo aparente nacional (CAN), que melhor dimensiona a demanda doméstica por produtos químicos. O índice cresceu apenas 0,96% no primeiro semestre, após encerrar o primeiro trimestre com expansão de quase 6%.

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