Setor químico do Brasil e Argentina teme efeito da Alca

As indústrias químicas nacionais e argentinas temem os efeitos do Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca) sobre o setor. "A indústria química se sente mais no lado potencialmente perdedor do que no lado potencialmente ganhador", disse o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e da Associação Petroquímica e Química Latino-Americana (Apla), Pedro Wongtschowski. "Vemos mais riscos que oportunidades", afirmou no encerramento do primeiro painel da 23ª Reunião Anual Latino-America da Petroquímica. Durante o painel, o mexicano Arturo García, mostrou que, apesar de benéfico para o México, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que vigora desde janeiro de 1994, foi prejudicial para o setor petroquímico naquele país. O déficit comercial do México no setor cresceu de US$ 1,905 bilhão em 1994 para US$ 4,721 bilhões no ano passado. As exportações mexicanas do setor petroquímico tiveram um aumento modesto no período - de US$ 1,256 bilhão em 1994 para US$ 1,738 bilhão em 2002. Já as importações mais que dobraram. Subiram de US$ 3,161 bilhões para US$ 6,459 bilhões. "O Arturo Garcia nos assustou um pouco", afirmou Wongtschowski.

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