Setor se prepara para uma nova onda de crescimento

Nos últimos meses, a TV a cabo tem perdido espaço para a televisão via satélite. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 50,6% dos assinantes eram atendidos por satélite e 46,9% por cabo em junho. No fim de 2010, eram 45,8% por satélite e 51% por cabo.

Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2011 | 00h00

Uma das explicações para isso é a falta de licenças. Somente 282 municípios brasileiros têm operação de TV a cabo, e faz uma década que a Anatel não vende licenças para o serviço. O DTH (TV paga via satélite), por outro lado, cobre o País todo, e novas licenças estão disponíveis para quem estiver disposto a comprar.

A abertura do mercado depende de dois fatores: a venda de novas licenças pela Anatel e a aprovação do Projeto de Lei (PLC) 116, que encontra-se no Senado e que acaba com o limite ao capital estrangeiro no setor de TV a cabo e com o impedimento de as operadoras de telefonia local prestarem os serviços em suas áreas de concessão. Atualmente, não existem restrições para outras tecnologias, como o DTH e o MMDS (TV paga via micro-ondas).

A expansão da TV a cabo é essencial para a popularização da banda larga no País. A oferta de pacotes com os três serviços - televisão, telefonia e internet - viabiliza uma competição mais forte entre companhias de telefonia e de TV paga.

Hoje, a concorrência entre TV a cabo e teles está restrita a cidades maiores. O investimento em fibra óptica, antes mesmo da venda das licenças, mostra que existem empreendedores dispostos a expandir esse mercado.

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