Setor siderúrgico nega risco de desabastecimento

O setor siderúrgico disse ao secretário de acompanhamento econômico do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que "não existe o mínimo risco de desabastecimento" no Brasil, informou hoje o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo. Segundo ele, diferentes setores estão sendo convidados pela Fazenda para conversar sobre as possibilidades de abastecimento na economia."A reunião foi ótima, pois nos deu oportunidade de reafirmar que, com os investimentos feitos pela siderurgia para os próximos anos, não existe o mínimo risco de desabastecimento", afirmou Azevedo. "Apesar dos setores de construção civil e a indústria automotiva terem iniciado o ano com crescimento expressivo, eles estão plenamente atendidos e serão plenamente atendidos", garantiu.Azevedo descartou risco de alta de preços por incapacidade de atendimento à demanda. Ele explicou que as elevações passadas estiveram associadas à alta dos preços de energia e de matérias-primas. "Enquanto não houver mudanças do ponto de vista das questões ligadas a insumos e energia, a questão ligada a aumento de preços por falta de oferta não existe", afirmou.Segundo ele, a demanda interna por aço é da ordem de 22 milhões de toneladas e é plenamente atendida por uma capacidade produtiva de 40 milhões. A diferença é exportada. "Como nossa vocação e responsabilidade é com o mercado interno, já a partir de segundo semestre de 2007 uma quantidade significativa de exportações foi diminuindo, saindo de uma média de 35% para cerca de 25% a 30%", disse Azevedo.

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