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Setor siderúrgico traça cenário otimista a Lula

O setor siderúrgico acredita em um aumento da demanda interna neste ano e deverá redirecionar uma parte das exportações para atender às empresas brasileiras, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), José Armando Campos. Acompanhado por representantes de empresas siderúrgicas, Campos encontrou-se nesta sexta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para confirmar os investimentos e informar as previsões otimistas. Ele lembrou que, em visita semelhante feita em abril do ano passado, havia a expectativa de redução de mercado.De 2004 a 2008, os investimentos previstos são de US$ 7,4 bilhões, que elevarão a produção de 34 milhões de toneladas anuais para 44 milhões de toneladas. Esses investimentos, destacou, devem criar cerca de 50 mil empregos nos quatro anos, começando agora. "É mais uma mensagem positiva do setor ao presidente", disse o empresário.Essa estimativa de investimentos não inclui a construção de uma siderúrgica da Vale do Rio Doce no Nordeste. Se esse projeto for executado, o investimento subirá para US$ 10,5 bilhões até 2008. Campos informou que entre 1994 e 2003 as empresas investiram US$ 13 bilhões, mas direcionaram os recursos para a modernização da produção. "Agora é geração de mais aço, acrescentando 10 milhões de toneladas anuais", afirmou.Segundo o empresário, neste ano a demanda interna deverá subir para 17,5 milhões de toneladas, contra 15,5 milhões em 2003. As exportações deverão ser reduzidas em 3,5%, segundo ele. Ainda assim, as vendas externas continuam importantes. Ele destacou que a aproximação do Brasil com a China é importante pois 45% das vendas externas estão desembarcando na Ásia. A conquista do mercado chinês ajudaria a consolidar a presença brasileira no continente.

Agencia Estado,

23 de abril de 2004 | 20h23

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