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Setor têxtil brasileiro negocia com UE

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e a Missão do Brasil junto às Comunidades Européias já iniciaram uma negociação com a direção geral de comércio da Comissão Européia para eliminar cotas e alíquotas de importação para os produtos da cadeia do algodão.Maior acesso ao mercado na área têxtil é uma das reivindicações européias tanto na negociação bilateral com o Brasil, quanto na birregional com o Mercosul. Atualmente, os produtos têxteis europeus pagam alíquotas em torno de 20% ao entrar no Brasil, enquanto os produtos têxteis brasileiros pagam somente 10%. Em compensação, os europeus impõe cotas de vendas.O presidente da ABIT, Paulo Skaf, afirmou que "o setor privado brasileiro também tem interesse em aumentar a integração entre o Brasil e a UE. ?Estamos dispostos a abrir mão destes 20%, caso os europeus também eliminem suas alíquotas e, principalmente, as cotas, para os produtos da cadeia do algodão, como fios, tecidos e confecções."A proposta foi bem recebida pelos europeus, garantiu uma fonte, porque o compromisso de eliminar as cotas de importação já está estabelecido em nível da Organização Mundial de Comércio (OMC) para dezembro de 2004. O que será negociado com o Brasil em Bruxelas será a possibilidade de antecipar a eliminação dessas cotas.Para a Europa, o perfil da pauta brasileira de exportação do setor têxtil é de tecidos de algodão, enfrentando a concorrência, por exemplo, da Turquia, que tem preferência no mercado comunitário, com tarifa zero, por estar na lista dos países candidatos à integração da UE.Para o Brasil os europeus são fortes na exportação de fios, confecção, na área de vestuário e tecidos sintéticos. A balança comercial em relação à Europa hoje é equilibrada.A ABIT prevê exportações de U$ 1,5 bilhão para este ano, e os países da UE representam 2% deste valor. A maior participação nas exportações brasileiras é dos Estados Unidos, representando 25%. Atualmente as transações têxteis no comércio mundial estão em torno de U$ 380 bilhões. O Brasil representa 0,4 % deste volume. "Ainda temos muito que crescer e temos a meta de atingir 1% do mercado mundial", garantiu o empresário Skaf.

Agencia Estado,

17 de março de 2002 | 14h27

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