Setor têxtil organiza 'cemitério de empregos' contra produto chinês

Setor têxtil organiza 'cemitério de empregos' contra produto chinês

Manifestantes querem chamar a atenção do governo para a elevada carga tributária que torna impossível a competição com os artigos asiáticos

Ana Cristina Mazeo, Especial para O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 17h18


SÃO PAULO - Empresários e trabalhadores de indústrias têxteis e de confecções de São Paulo prometem fazer um protesto, na próxima segunda-feira, 27, contra o fechamento de postos de trabalho no setor.

Em ato simbólico, chamado de 'Cemitério dos Empregos', os manifestantes pretendem fincar 150 cruzes em frente a uma feira chinesa no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte.

A instalação das cruzes representa os cerca de 14 mil postos de trabalho que foram fechados na indústria nos últimos 12 meses, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego. No ano anterior eles outros 11,6 mil vagas já haviam sido eliminadas.

Os empresários esclarecem que não são contra a feira chinesa, mas querem chamar a atenção do governo e da sociedade para a elevada carga tributária, que torna a competição com os asiáticos 'injusta', segundo eles.

A Abit alega que há mais de um ano apresentou ao governo brasileiro uma proposta para reduzir a carga tributária sobre o setor, mas até hoje não teve resposta. Atualmente o setor têxtil recolhe 18% de impostos e os empresários reivindicam 5%. Isso, segundo eles, criaria 597 mil vagas e levaria a um crescimento da produção de 117% até 2025.

O protesto, organizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e diversas entidades que representam os trabalhadores do setor, está marcado para as 13 horas. 

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