Setores produtivos reclamam do baixo crescimento do PIB

Setores produtivos reclamaram do crescimento econômico do País em 2006. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira apontaram para um PIB de 2,9% no ano passado. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz, em nota enviada à imprensa, que "alertou o governo de que, caso persistissem os equívocos da política econômica governamental, o crescimento brasileiro em 2006 seria pífio, algo em torno de 2,7%". Segundo a nota, o anúncio do IBGE confirmou as expectativas da Fiesp, que considera que o esforço para mudar a política econômica do governo foi "em vão", mas que a única alternativa é "continuar lutando".A Fiesp ressalta que fez vários estudos técnicos apontando problemas e oferecendo soluções viáveis para o governo e que seu presidente, Paulo Skaf, abordou os desafios econômicos brasileiros em vários artigos, entrevistas e notas oficiais publicadas na mídia. "Em vão", diz a nota.O baixo crescimento brasileiro, para Skaf, "decepciona a quem trabalha e produz no País". Apesar da decepção, ele demonstra otimismo: "Nos resta continuar lutando e acreditar que, diante desse pequeno resultado para um Brasil tão grande e forte, o Governo irá demonstrar vontade política e união para investir, de fato, num futuro melhor".Crescimento sofrívelO presidente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti, comentou que o crescimento sofrível do PIB em 2006 reforça a necessidade de se agilizar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), "para que o País possa se aproximar mais da meta de crescimento anual de 5%, condição para o desenvolvimento sustentado".O empresário ressaltou que a elevação em 6,3% da Formação Bruta de Capital elevou a taxa de investimento da economia brasileira de 19,9% para cerca de 21% em 2006. "O patamar a partir do qual teremos desenvolvimento sustentado é de 25%. Portanto, o país precisa crescer muito mais. Governo e Congresso devem se empenhar para remover todos os obstáculos que se coloquem no andamento do PAC."Ele destacou que o produto da indústria da construção civil cresceu 4,5%, colaborando positivamente para o resultado do PIB. "Prevíamos um crescimento até maior, de 5,1%, mas em dezembro houve uma diminuição drástica do consumo dos materiais de construção, o que levou nosso crescimento no ano a ficar em 4,5%", disse.Robusti entende que para 2007, o PIB poderá crescer 3,7% e a indústria da construção civil mais de 7% devido ao PAC. "Antes do Programa de Aceleração do Crescimento, prevíamos um aumento 4,9% para a construção em 2007, mas agora acreditamos ser possível que o setor passe dos 7% neste ano."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.