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Setubal diz que Itaú BBA torna-se o maior banco de atacado

O presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, disse que a associação, realizada hoje, com o banco BBA resulta na criação do maior banco brasileiro de atacado: o Itaú BBA. Segundo ele, as instituições são complementares e terão autonomia operacional e controle compartilhado.O BBA possui 450 clientes e 450 funcionários. Setubal informou que o Itaú BBA será presidido por Fernão Bracher, que manteve o BBA como um banco "de alta rentabilidade". Ele afirmou que a fusão tem tudo para dar certo, pois o BBA é especializado no segmento de atacado, tendo em sua carteira as 450 maiores empresas nacionais, e o Itaú, segundo maior banco privado nacional, "reconhecido pela prestação de serviços em operações financeiras e sólida base de capital".O presidente do Itaú, disse que a operação para criar o Itaú BBA envolve R$ 3,3 bilhões, sendo um sexto referente a reais desembolsados; um sexto em ações do banco Itaú Brasil e do Itaú Grand Cayman; um sexto em dívida subordinado no mercado local; e o restante em ações preferenciais resgatáveis. De acordo com Setubal, o Itaú BBA torna-se o maior banco brasileiro em base de capital. Setubal disse que o processo de implantação do Itaú BBA deverá ocorrer nos próximos seis meses. De acordo com ele, haverá a emissão de ações preferenciais, equivalente a 3% do total de ações do Itaú. O Itaú adquirirá 95,75% do capital total do BBA, incluindo a participação total do acionista estrangeiro (banco HVB). O negócio inclui o BBA e as subsidiárias no Brasil e no exterior, e a participação na Finaustria, financeira com 240 mil clientes no Brasil.Segundo Fernão Bracher, presidente do BBA, a operação originou-se do desejo do sócio do BBA, o banco alemão HVB, em deixar o País há três anos, por ter o foco de atuação no mercado europeu. Como o BBA tem rentabilidade, a operação foi sendo adiada à procura de um sócio.Bracher informou que a alternativa para permitir a saída do banco HVB, com 48% do capital, seria o lançamento de ações (IPO). Ocorre que o mercado acionário ficou limitado, inviabilizando esse lançamento de ações.O HVB já possuía menos de 1% do capital do Itaú e iniciou a operação, concretizado hoje, há um ano e meio, com a concordância dos sócios do BBA, Fernão Bracher e Antonio Beltran Martinez.Martinez disse que o BBA foi criado há 14 anos, com capital de US$ 20 milhões e evoluiu para um banco de US$ 500 milhões. Questionado sobre a situação dos funcionários com a fusão, Martinez explicou que as operações de atacado ficarão concentradas no BBA, absorvendo funcionários do Itaú que operam no mesmo segmento, enquanto os funcionários da financeira (varejo) serão transferidos para o Itaú.Fernão Bracher será o presidente executivo do Itaú BBA, e passará a integrar o Conselho de Administração do Itaú. Roberto Setubal, presidente do Itaú, será presidente do Conselho de Administração do Itaú BBA.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 17h51

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