Setubal prevê queda 'agressiva' do spread

Depois da polêmica declaração de que a redução dos spreads praticada pelos bancos públicos não é sustentável, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, previu ontem que será possível uma queda "agressiva" das taxas ao longo dos próximos meses. O spread - diferença entre o custo de captação do dinheiro e o do cobrado nos empréstimos - tem sido alvo de uma queda de braço entre governo e bancos.

AE, Agencia Estado

15 de setembro de 2009 | 08h46

"Ao longo dos próximos meses, vamos ter condições de fazer uma queda mais agressiva dos spreads", previu. Segundo ele, há hoje um "pico de inadimplência" nas operações de crédito dos bancos, o que tem sido a principal causa do valor ainda alto dos spreads. Mas esse quadro tende a se reverter com a retomada da economia e o aumento do emprego, da renda e das vendas das empresas.

O executivo rebateu a avaliação de integrantes do governo de que a inadimplência é usada como desculpa para manter os spreads altos. "Não é uma questão de falar em tese, mas de fatos. É só olhar os indicadores do Banco Central, que apontam que a inadimplência subiu bastante", alegou. Segundo o BC, a inadimplência no sistema financeiro atingiu 5,9% dos créditos em julho, o maior valor da série estatística iniciada em 2000. Setubal ressaltou que os balanços dos bancos também mostram perdas decorrentes do aumento da inadimplência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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